quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cinco dicas para o plano do imóvel próprio sair do papel e se tornar realidade


A compra de um imóvel é um marco importante na vida de qualquer família, contudo, o caminho para realizar esse sonho não é nada simples, afinal é necessário se organizar e planejar com cautela os passos para adquirir o imóvel desejado.

Comprar de forma equivocada pode trazer impactos negativos para a sua vida por um longo período, trazendo sérios prejuízos não só para você mas também a toda sua família. Pensando nisso, separei 5 dicas de planejamento financeiro. 

1. Organize suas finanças e estabeleça metas de poupança

A primeira coisa a fazer para atingir essa conquista é se organizar financeiramente. Tenha em mãos seu orçamento, lance seus ganhos e gastos em uma planilha e calcule quanto sobrará por mês para ser investido na compra do imóvel.

Com base nesse orçamento, se esforce para economizar e tente estabelecer um percentual mínimo de sua renda a ser poupado por mês. O interessante é trabalhar com uma meta de valor para ser poupada.


2. Faça um planejamento financeiro para investir tudo o que for poupado

Dinheiro parado é sinônimo de prejuízo. Por isso, enquanto você junta a quantia para comprar seu imóvel, esse dinheiro pode ser aplicado em algum investimento financeiro para render ao longo do tempo.

O ideal é investir em alguma aplicação segura de renda fixa, que lhe garanta ganhos estáveis e previsíveis. Procure uma aplicação com uma boa taxa de juros para proteger seu capital da inflação e garantir que ele cresça. Pesquise pelos títulos públicos do governo: eles rendem mais do que a poupança com a mesma segurança, além de oferecer liquidez e bons prazos.


3. Procure a melhor forma de pagamento

Existem três principais maneiras de comprar um imóvel: a aquisição à vista, o financiamento e o consórcio imobiliário.

Analise a sua situação financeira

Para evitar dívidas, é sempre preferível pagar qualquer coisa à vista. Porém, devido aos altos preços dos imóveis, nem sempre isso é possível. Por isso, é importante ter em mente quais são as outras formas de pagamento possíveis e adequá-las de acordo com sua capacidade financeira.

Algumas dicas para financiamento

Ao optar pelo financiamento, prefira pagar o valor de entrada mais alto possível. O ideal é conseguir pagar já à vista pelo menos 30% do valor do imóvel. Abaixo disso, o melhor a fazer é esperar e juntar mais dinheiro. Isso porque, quanto menor for a quantia a ser financiada, menores serão as parcelas e os juros a serem pagos e mais rápido o imóvel será quitado.

A parcela de financiamento deve corresponder a no máximo a 20% de sua renda. Lembre-se de que financiamentos desse tipo são de longuíssimo prazo e podem impactar seu orçamento por um tempo considerável.

Seu FGTS pode ajudar

Não se esqueça também de que uma ajuda pode vir de seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), já que seu uso é permitido para a aquisição e financiamento de imóveis. Antes de optar por ele, porém, pesquise bem as condições e taxas do banco e negocie melhores condições de pagamento.

Consórcios oferecem custos mais baixos

A compra por meio de consórcios também vem se tornando uma alternativa muito popular entre os brasileiros. Ele é ideal para aqueles que não estão com pressa na aquisição, oferendo um custo mais baixo.

Porém, é preciso se planejar e tomar cuidado com os pagamentos das prestações, pois, quando a pessoa fica inadimplente, ela não pode participar dos sorteios nem dar lances por cartas de crédito.

Não acumule parcelas

Deixar as parcelas se acumularem pode criar uma avalanche de multas e juros por atraso e até resultar na exclusão do consorciado. Por isso, é essencial que antes de entrar você faça as contas para ver se as prestações do consórcio cabem em seu orçamento sem nenhuma dificuldade.


4. Considere as diferenças de preço entre imóveis novos e usados

Existem várias diferenças entre imóveis novos e usados. Neste último caso, há a vantagem de ser mais barato, mas, ao mesmo tempo, existe a possibilidade de ele não estar em perfeitas condições.

Ao decidir por essa opção, é importante conferir se o imóvel é antigo e como estão as instalações hidráulicas, fiação elétrica, lajes, telhados, pisos, revestimentos e a estrutura. Muitas vezes uma reforma acaba sendo necessária, o que pode fazer com que a economia obtida na hora da compra deixe de existir.

Um imóvel na planta pode parecer interessante por ser um novo projeto e apresentar menos riscos de problemas estruturais. Porém, além de ser mais caro, ainda existe o perigo de falência da construtora antes de ele ficar pronto. Logo, se optar por essa alternativa, pesquise o histórico da empresa, verificando se ela tem boa reputação no mercado e nos órgãos de defesa do consumidor.


5. Recorra à ajuda de um profissional 

Mesmo com tanto planejamento, ninguém está livre de imprevistos. Por isso, é sempre prudente contar com um apoio profissional. A ajuda de um consultor de imóveis pode ser necessária caso ocorra uma situação não esperada ou até mesmo para solucionar questões relacionadas ao financiamento, por exemplo.

É importante ter total confiança nesse profissional. Peça a ele que esclareça as dúvidas envolvidas na compra, identificando possíveis problemas com documentação, pagamento, escrituras, entre outros trâmites.

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