quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Rio tem dois casos graves de violência contra guardas municipais em menos de uma semana


Dois dias após o vereador Marcio Garcia ocupar a tribuna da Câmara para repudiar a rotina de agressões contra agentes da Guarda Municipal e criticar a omissão do poder público, que fecha os olhos a realidade da categoria, outro episódio de violência foi registrado na Região Metropolitana do Rio, nesta quarta-feira (7/9). O fato aconteceu depois do desfile escolar da Independência em São Gonçalo. Um agente saiu baleado e um outro foi atropelado por um grupo de motociclistas que faziam alvoroço na Estrada do Cordeiro, durante a desmontagem do palco que serviu para o evento cívico.
 
A Guarda Municipal esclareceu em nota que os agentes foram feridos no momento que abordaram o grupo. O guarda identificado como Mauro foi atingido por um tiro de raspão no braço, já o agente conhecido como Noronha foi atropelado pelos motociclistas. Eles foram socorridos para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, e liberados no final da noite.
Divulgação/ GM Rio
 
Em seu discurso na sessão ordinária da Câmara do Rio, na terça-feira (6/9), Garcia revelou que tem recebido no seu gabinete diversas denúncias envolvendo agressões contra agentes da Guarda Municipal. O parlamentar lamentou as cenas de pancadaria registradas em um vídeo, que mostram usuários do Parque de Madureira, na Zona Norte da cidade, arremessando objetos e dando um soco no rosto de uma guarda, dentro da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Rocha Miranda, no dia 4 de setembro. As agressões começaram no local de entretenimento, quando um guarda municipal abordou um grupo de homens da mesma família que não queria devolver as cadeiras a uma comerciante que trabalha no Parque. Após prestarem depoimento na delegacia, os suspeitos foram levados para a UPA, onde passariam por exame de corpo de delito. Na unidade médica, o grupo iniciou um novo tumulto e três agentes saíram feridos, entre eles uma mulher atingida por um soco no rosto.
     
O parlamentar atribui à omissão da prefeitura o aumento de casos de ataques físico e moral contra os servidores da corporação. "Desta vez [se referindo ao caso no Parque de Madureira] não houve registro de feridos graves, mas num próximo episódio de violência não sabemos se teremos vítimas fatais, provavelmente um guarda municipal, porque eles continuam trabalhando submetidos às condições inadequadas e sem qualquer segurança. O poder público está omisso em deixar o seu servidor expostos a tantos riscos, diariamente", salientou Garcia. 








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