quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Olho no VLT: legado gera dívida para prefeitura; Alstom ameaça suspender contrato por falta de pagamento

No início tudo são flores e selfies. A população carioca, no período de quase dois meses, desfrutou das viagens gratuitas em um dos legados olímpicos mais famosos, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). No dia 26 de julho, teve início a cobrança de tarifa a partir do pagamento espontâneo em equipamentos instalados nas composições. Sensores nos veículos apontam a lotação. O calote de usuários do sistema já está saindo dos cofres públicos para reparar os prejuízos da concessionária VLT Carioca, composta pelos grupos Invepar, CCR, Odebrecht Transport, Riopar, a francesa RATP e a argentina BRT (Benito Roggio Transporte).
        
A Secretaria Municipal de Transportes já confirmou os repasses para o consórcio, no entanto, não revela os valores destinados a este fim. Segundo reportagem do jornal O Dia, se o número de pessoas transportadas for entre 10% e 20% maior que o de passageiros validados, metade do prejuízo deverá ser ressarcido à concessionária com recursos do Tesouro Municipal.

O contrato de 23 anos com a concessionária prevê também que, depois que o VLT estiver integralmente em operação, a prefeitura terá que indenizar o grupo nos meses que o sistema não atingir as curvas de demanda mínima estipuladas.    




Segundo reportagem publicada pelo portal R7, também esta semana, uma alteração no contrato entre a prefeitura e a concessionária impediu que o Ministério das Cidades fizesse o repasse para o grupo pagar a fabricante dos trens. A Alstom teria enviado uma notificação de suspensão do contrato.



Reprodução / Agência O Dia

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