quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Falta de equipamento anti-incêndio em unidades do Degase leva a clima de insegurança constante

Parece óbvio: uma unidade de internação de menores infratores tem que estar com os equipamentos anti-incêndio funcionando a contento. Parece óbvio, mas não é o que acontece nas unidades prisionais do Rio. A morte, no início do mês, de um menor infrator de 15 anos na Escola João Luiz Alves, unidade de internação na Ilha do Governador, expôs essa ferida. O garoto morreu depois de um incêndio registrado no local.

                       Registro da situação em que ficou um dos quartos incendiados na unidade de internação João Luiz Alves

Segundo denunciado pelo próprio sindicato de funcionários do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), a falta de manutenção dos extintores de incêndio nesse tipo de unidade é comum.

O vereador Marcio Garcia (REDE), que é major do Corpo de Bombeiros, ressalta que o problema é antigo e recorrente: "a história já deu provas suficientes de que nossa negligência com relação à prevenção de incêndios pode custar muito caro. Vidas são sacrificadas pela ausência de cuidados básicos, como a disposição de equipamentos de segurança”. As falhas no sistema de prevenção de acidentes nestas unidades prisionais acabam colocando em situação vulnerável, também, a vida de centenas de agentes de segurança do Degase.

Há informações de extintores com o prazo de validade vencido e ainda outros casos em que o equipamento sequer está instalado. Segundo denunciam funcionários da área, em caso de incêndios de grandes proporções nestes locais, a única saída é acionar os bombeiros e torcer para que o pior não aconteça.

Sem treinamento
Em sua página no Facebook, o sindicato dos trabalhadores do Degase faz um questionamento em tom de desabafo: “por qual motivo há mais de cinco anos não é ofertado um único curso específico de combate a incêndios pelo departamento?" O sindicato ainda lembra que, em 2011, foi realizado concurso público para contratação de novos funcionários e não houve nem mesmo um curso básico de capacitação neste sentido.









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