sábado, 2 de julho de 2016

O Rio de Janeiro em chamas

O dia 2 de julho deveria ser um dia de festa no Corpo de Bombeiros.  Deveria, mas no Estado do Rio, alegria e comemorações são para poucos. O sargento bombeiro Antônio Marcos de Oliveira, de 42 anos, carinhosamente chamado de Tio Chico, foi assassinado em São Gonçalo, após ser reconhecido como militar pelos bandidos que o abordaram, ontem à noite,  na BR 101, na altura do bairro Santa Luzia. A cerimônia de celebração dos 160 anos do CBMERJ , no Quartel Central, vai ser abafada pelo choro das duas filhas do militar e da viúva, que está grávida. 

É mais uma família que se soma na dor de outras tantas famílias vítimas da explosão da violência. A morte ronda os militares e ronda o trabalhador, em cada rua, em cada esquina. No caso dos militares, um agravante: somos caçados por bandidos apenas por termos escolhidos uma profissão na qual juramos servir e proteger a sociedade. Fazemos nosso trabalho mesmo mal remunerados, isso quando somos pagos pelo (des) governo.

 A foto do sargento Antônio com as labaredas ao fundo é uma analogia perfeita da situação que vivemos hoje. O Rio está em chamas. Foi tudo consumido pela ganância de gestores corruptos e incompetentes, que usaram a desculpa da Olimpíada e da Copa do Mundo para promoverem um festival de roubalheira e gastos desnecessários com estádios e arenas.  

A maioria da população até poderia ter atuado como bombeiro, não elegendo quem transformou em cinzas o dinheiro público, mas deixou o incêndio fora de controle ao escolher o mesmo grupo político que incendeia os recurso do povo há dez anos. Não temos mais segurança, não temos saúde pública decente, não temos educação de qualidade. A única coisa que nos restou como referência para o Brasil e para o mundo é o caos, a terra arrasada. 

Que o sangue dos que tombaram na guerra urbana do Rio seja a água dos combatentes desse incêndio. Vamos acabar de uma vez por todas com essa escória que se perpetua no poder.  Não deixemos um só foco, para evitar que o incêndio se propague novamente. É preciso extinguí-los para sempre.


Major Marcio Garcia, bombeiro combatente e vereador do Rio de Janeiro (REDE).

Sargento do Corpo de Bombeiros Antônio Marcos de Oliveira 

Um comentário:

  1. infelizmente nem sempre a vida e justa uns perdem a vida em serviço outros em acidente outros assassinados como nosso companheiro e outros por doença que vai nos matando aos poucos e no final pouco antes da morte pela da doença que e o meu caso ainda podemos correr o risco de sermos prejudicados pelo famoso diagnostico pericial medico sem a menor etica medica que consegue contradizer qualquer laudo medico dado por um especialista medico que e o podendo prover que espero que nao venha ser o meu caso e isso ai companheiros que deus nos abençoe nos livre e nos guarde para podermos ainda que diante das dificuldades sejamos fieis fazendo nossa parte dentro do lema de vidas alheias e riquezas a salvar pricipalmento as nossas e a de nossos companheiros...

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