Salário parcelado: Servidores voltam às ruas para protestar contra governo do Rio

As ruas principais do Centro do Rio de Janeiro foram palco de mais uma manifestação promovida pelo funcionalismo estadual, na tarde desta terça-feira (14/6). O ato foi contra as medidas adotadas pelo governo do Estado, especialmente o parcelamento dos salários dos servidores da rede, referentes ao mês de maio. Nesta segunda (13), agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar se uniram no Largo do Machado e caminharam até o Palácio das Laranjeiras, sede do governo na zona Sul da cidade, para protestar contra as deliberações do governador em exercício Francisco Dornelles (PP) e para reivindicar melhorias na qualidade de serviço e valorização das profissões.
Servidores protestam no Centro. Fotos: Ascom vereador Marcio Garcia


Nos dois atos, de ontem e desta terça (14), os servidores usaram faixas e cartazes com mensagens que destacam as suas insatisfações com a atual gestão estadual. No caso dos militares, as pautas principais são o pagamento integral dos salários, a instalação da CPI do Instituto Rio Previdência e a volta da data base para quitar salários. Os bombeiros buscam ainda uma solução para o déficit de efetivo. Sem novos concursos, muitos vão para a reserva e as vagas ociosas não são preenchidas.
Vereador Marcio Garcia apoia as reivindicações dos PMs e Bombeiros

A forma que o governo do Estado encontrou para conter os gastos públicos e quitar a sua dívida é repudiada pelo vereador Marcio Garcia (REDE), que também questiona o modelo de parcelamento adotado por Dornelles. "Já que ele adotou o parcelamento, o mais justo seria definir um teto, de R$ 8 mil, por exemplo, e parcelar os vencimentos apenas a partir deste valor. Isso garantiria aos mais necessitados que não sofressem com a crise que o próprio governo criou”, considera o parlamentar.
Funcionalismo está indignado com o parcelamento dos salários 


A medida anunciada na sexta (11) define que todos os funcionários da ativa e aposentados receberão R$ 1 mil mais metade do restante do valor correspondente a seu salário integral. Para facilitar a compreensão, vamos dar um exemplo. Se o servidor ganha R$ 3 mil por mês, em junho ele receberá R$ 1 mil mais outros R$ 1 mil (que correspondem à metade do valor restante). Nesta terça (14), foi depositada a primeira parte do pagamento do funcionalismo estadual, no entanto, a segunda parcela dos salários ainda não tem data definida pelo governo para entrar nas contas dos servidores.

Bombeiros buscam também solução para o déficit de efetivo na corporação