segunda-feira, 13 de junho de 2016

Governo quer vender imóveis para pagar dívida. Estudo mostra que crise teve origem nas isenções fiscais

A reportagem divulgada pelo jornal carioca Extra, neste domingo (12/6), revela que o governo do Rio está se articulando para comercializar alguns dos seus patrimônios, para garantir os salários dos aposentados e pensionistas da rede nos próximos meses, além de servir como moeda de troca nas negociações da dívida bilionário do estado, que já alcança o patamar de quase R$ 14 bilhões. 

Segundo a publicação, dez imóveis deverão ser repassados em breve pelo executivo estadual ao Rioprevidência. Outros 4.350 endereços que integram a carteira imobiliária do governo devem passar por avaliação visando vendas futuras. 






Governo vai negociar dez imóveis nos próximos meses
Governador em exercício Francisco Dornelles (esquerda). Foto: Jornal Extra


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Neste fim de semana o blogueiro e educador Marcos Pedlowski publicou no seu portal na internet uma tabela divulgada por outro colega de trabalho, o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Roberto Moraes, apontando como raiz da crise no Estado não o encolhimento das receitas com impostos, mas a "combinação entre a monstruosa dívida acumulada e as bilionárias isenções fiscais que são o motor das políticas de guerra fiscal implementadas pelo PMDB desde que Sérgio Cabral aportou no Palácio Guanabara". 


Pedlowski faz uma comparação na sua postagem. "Se compararmos a arrecadação até o mês de abril em 2015 e 2016, o que se vê é que houve um aumento de mais de R$ 400 milhões no total recolhido pelo estado do Rio de Janeiro". E em seguida, critica a política adotada pela atual gestão, que deveria agira para conter a dívida estadual. "Não há qualquer sinal de que a dupla Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles tenha qualquer intenção de atacar as reais causas da crise, se fixando em soluções paliativas que aprofundarão a crise do estado, punindo servidores públicos e a maioria da população que depende de seus serviços", dispara na postagem.

Reprodução da tabela divulgada no blog de Marcos Pedlowski



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