sexta-feira, 17 de junho de 2016

Especialistas: 'calamidade' é consequência da má gestão dos governos Cabral/Pezão

O decreto divulgado nesta sexta (17/6) pelo governo do Rio e que coloca o estado em estágio de calamidade pública representa, na prática, a autorização do descumprimento da lei de responsabilidade fiscal, situando de forma prioritária as necessidades urgentes do poder estadual. Qual o motivo desta crise financeira sem precedentes?

Na análise do economista Aurélio Valporto, a situação econômica do estado é consequência, principalmente, do inchaço das despesas de custeio do governo ao longo dos anos de bonança, com royalties do petróleo sobrando e economia crescendo. "É de se lamentar que os recursos abundantes desta fase não tenham sido investidos, prioritariamente, na infraestrutura econômica do estado. Ou seja, o estado cresceu muito menos do que poderia caso os recursos tivessem sido corretamente alocados", explica Valporto.

Outro fator que contribuiu para o Rio chegar no estado de calamidade teve relação com a queda no preço do petróleo, que minguaram os royalties. "Acoplado a isto, veio a recessão que assola o país, recessão esta que poderia ser minorada caso os investimentos na infraestrutura econômica do estado tivessem sido feitos. Com esta recessão, a arrecadação caiu dramaticamente, ocorre que o estado mante-se com seu custeio inchado. Com as despesas superando as receitas, não havia outra saída no momento, tinha que ser decretado o estado de calamidade que, em última análise, legaliza o déficit e o descumprimento da lei de responsabilidade fiscal", avalia o economista, considerando ainda que a União deve estender a mão ao Rio neste momento de maior exposição no mercado internacional e às vésperas de uma Olimpíadas. 


Especialista em Segurança defende responsabilização dos gestores

"O momento é de focar na responsabilização de todos os gestores do dinheiro público que deram origem ao problema [crise financeira que levou o Rio ao estado de calamidade pública]". A avaliação é do ex-corregedor da Polícia Militar do Rio, coronel Paulo Ricardo Paúl. Segundo o especialista, há necessidade de se cobrar explicações de cada isenção fiscal dada pelo governo de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB. "É hora do Ministério Público, o fiscal da lei, promover inquéritos civis e pedir prisões e arresto de bens", considera Paúl.

Uma das áreas citadas pelo governo como motivo de grande preocupação, no decreto que coloca o Rio em estado de calamidade, é a Segurança. "Por isso mesmo [a citação da pasta no documento oficial] deve ser cobrado agora pela opinião pública o resultado do julgamento do Beltrame [secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame]. Não podemos esquecer agora que ele [Beltrame] é réu acusado de improbidade administrativa e de superfaturamento de contratos", disse Paúl. 

Um comentário:

  1. IMPEACHEMNT JÁ!!!
    INTERVENÇÃO JÁ!!!
    QUALQUER COISA PARA TIRAR O PMDB DO GOVERNO, INCLUSIVE O PRESIDENTE DA ALERJ QUE ESTÁ CONIVENTE COM ESSA SACANAGEM TODA. ACORDEM MUSPE VAMOS AGIR IMEDIATAMENTE!!!!

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