segunda-feira, 13 de junho de 2016

Crise sem fim: bombeiros e PMs protestam contra parcelamento de salários e cortes de benefícios

A insatisfação com as medidas tomadas pelo governo do Estado do Rio levou representantes de Bombeiros e PMs a realizar um protesto na tarde desta segunda-feira (13/6). O estopim para a nova manifestação foi a decisão do governador em exercício Francisco Dornelles (PP) de parcelar o salário do mês de maio dos servidores estaduais.


Ato aconteceu no Largo do Machado e buscou levar informação às pessoas que passavam pelo local 
sobre a grave situação do funcionalismo.


Os representantes das duas categorias se reuniram no Largo do Machado, zona sul da cidade, e, utilizando faixas, exibiram, em dois sinais de trânsito, as reivindicações principais de PMs e bombeiros. São elas: pagamento integral dos salários, instalação da CPI do Instituto Rio Previdência e volta da data base para quitar salários, esta “esquecida” há meses. No caso dos bombeiros há ainda outra reivindicação: uma solução para o déficit de efetivo. Sem novos concursos, muitos vão para a reserva e as vagas ociosas não são preenchidas.



Do Largo do Machado, o grupo de cerca de 20 pessoas seguiu para o Palácio Guanabara, sede do Governo. Para o diretor de Inativos e Pensionistas da Associação SOS Bombeiros, Valdelei Duarte, a ideia, ao levar o protesto com faixas para as ruas é mostrar à população a situação por que estão passando os servidores estaduais. “Precisamos mostrar nossa insatisfação para as pessoas. Queremos o fim do parcelamento de salários já”, criticou.


Segundo o major Marco Aurélio, da reserva do Corpo de Bombeiros, também presente ao protesto, os direitos dos servidores das duas categorias não estão sendo preservados. “A maioria que está aqui hoje trabalhou mais de 30 anos e a lei diz que temos o direito de receber em dia nossos salários, como todo servidor público”. Para ele, esta é uma das piores crises financeiras registradas no Estado até hoje.





‘Crise que o governo criou’

O vereador Marcio Garcia (REDE), que apoia o movimento dos bombeiros e PMs, critica a decisão do Estado de parcelar os salários. “O mais justo seria definir um teto, de R$ 8 mil, por exemplo, e parcelar os vencimentos apenas a partir deste valor. “Isso garantiria aos mais necessitados que não sofressem com a crise que o próprio governo criou”.

Pela medida, anunciada na última sexta-feira (11), todos os funcionários da ativa e aposentados receberão R$ 1 mil mais metade do restante do valor correspondente a seu salário integral. Para simplificar a compreensão desta “nova matemática’ do Estado: se o servidor ganha R$ 3 mil por mês, em junho ele receberá R$ 1 mil mais outros R$ 1 mil – que correspondem à metade do valor restante. Ou seja, ao invés do salário integral, vai embolsar apenas R$ 2 mil .

A data prevista para o pagamento desta primeira parcela é amanhã, 14 de junho. A data do pagamento da segunda parcela ainda não foi anunciada pelo governo Dornelles.






Um comentário:

  1. IMPEACHEMNT JÁ!!!
    INTERVENÇÃO JÁ!!!
    QUALQUER COISA PARA TIRAR O PMDB DO GOVERNO, INCLUSIVE O PRESIDENTE DA ALERJ QUE ESTÁ CONIVENTE COM ESSA SACANAGEM TODA. ACORDEM MUSPE VAMOS AGIR IMEDIATAMENTE!!!!

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