segunda-feira, 27 de junho de 2016

Contra condições de trabalho precárias, agentes fazem revista minuciosa na entrada de presídio


Esta segunda-feira (27/6) de protestos de várias categorias do funcionalismo estadual no Rio foi marcada também por uma manifestação diferente de agentes penitenciários do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade. Como uma forma de criticar os baixos salários e as condições precárias de trabalho eles realizaram a “Operação Dentro da Lei”. 

O ato funcionou da seguinte forma: na entrada da unidade, o grupo revistou todos os visitantes – entre parentes de presos e até mesmo funcionários. Também passaram pelo “pente fino” dos agentes todos os veículos de servidores que chegavam. As bolsas destinadas à custódia também era revistadas com ajuda de scanners.



O resultado foi imediato: durante toda a manhã, longas filas foram formadas na porta do presídio. Para realizar o ato, o grupo se baseou na Lei 7010, que trata das regras de revista dos visitantes das cadeias públicas do Estado do Rio. A ideia dos agentes penitenciários é dar uma resposta à polêmica surgida nos últimos dias. Em reportagens na imprensa, foi questionada a falta de eficácia nas unidades prisionais para a vistoria de quem entra no local. Denúncias davam conta da entrada de materiais ilícitos em Bangu e outras prisões do Estado.
Entre as várias críticas às péssimas condições de trabalho, segundo o sindicato que representa a categoria, está a questão do funcionamento do scanners de corpo, instalados na entrada das unidades prisionais. Segundo o grupo, eles não estão em funcionamento ainda. Há também a denúncia do sindicato de que os novos scanners chegaram mas os agentes não foram treinados de forma adequada para trabalhar com o equipamento.

Vistoria rigorosa no Complexo Penitenciário de Bangu provocou caos na manhã desta segunda. Foto: Jornal Extra

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