terça-feira, 14 de junho de 2016

Bombeiros lotam Alerj para pressionar aprovação de Lei que reduz tempo mínimo de promoção

Uma onda vermelha tomou as galerias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na tarde desta terça-feira (14/6). O ato promovido por cerca de 200 bombeiros, todos usando camisetas com a cor da corporação, foi uma tentativa de pressionar o Governo a regulamentar a Lei 7.121, aprovada pelos deputados em 2015, dispondo sobre a redução de 12 para 8 anos o prazo mínimo para a promoção na carreira. Apesar de aprovada, o andamento da matéria foi paralisado, já que o secretário de Estado de Defesa Civil, coronel Ronaldo Alcântara, não enviou o texto final à Casa Civil, como procedimento obrigatório na legalização do decreto. 

Depois a sessão tensa na tarde desta terça (14), o secretário assumiu o compromisso de comparecer à Casa na próxima terça (21), às 14 horas, para explicar os motivos da postergação. A mobilização dos bombeiros teve início no final da manhã e foi considerada pelo grupo a com maior força de adesão em torno do assunto até o momento. Portando faixas e cartazes com os dizeres "Corrigindo uma Justiça", os agentes da corporação pediram aos parlamentares para interceder junto ao secretário de Defesa Civil e cobrar o cumprimento do acordo feito com a categoria. 
Bombeiros lotam as galerias da Alerj para reivindicar aprovação de Lei já aprovada. Foto: Divulgação


Pelo regimento em vigor, é necessário 12 anos de serviço para que o bombeiro seja promovido do posto de cabo para sargento, tempo considerado excessivo pelos profissionais e pelos parlamentares que estão apoiando o movimento. Desde dezembro de 2015, mês que houve a aprovação da Lei, a situação vem se arrastando. O atraso na regulamentação levou a categoria se mobilizar em atos na Alerj.

Em dezembro, a peça seguiu para sanção do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que por sua vez vetou. Um mês após retornar à Alerj, o veto do governo foi derrubado pelos parlamentares e, com a interferência do líder do governo na Casa, deputado Edson Albertassi, Alcântara se viu pressionado a preparar um decreto que, seguindo as normas, deveria ter sido enviado à Casa Civil, o que não aconteceu até o momento. O fato vem gerando ansiedade e insatisfação dos bombeiros. Em duas ocasiões, os agentes voltaram a procurar Albertassi para dar uma solução, mas segundo o parlamentar, apesar do coronel alegar que o envio do decreto está próximo, nada foi resolvido.

"Estamos no limite de tolerância. Foi isso que nos trouxe aqui hoje. A pressão está grande e vamos aumentar. Os deputados pararam para falar da questão dos bombeiros. Isso não seria necessário se ele despachasse. E os discursos dos deputados demonstraram indignação, que se não cumprir, tem que ser exonerado", disse um dos bombeiros presente no ato. Diferente dos outros atos, alguns coronéis estiveram presentes para apoiar a causa.
Parlamentares e comissão de representação da classe assinam decreto que deve seguir à Casa Civil. Foto: Divulgação

Nenhum comentário:

Postar um comentário