quinta-feira, 30 de junho de 2016

CBMERJ forma turma com quase 300 guarda-vidas. Mas praias continuam com déficit de agentes.

A formatura de uma turma com quase 300 bombeiros guarda-vidas na manhã desta quinta-feira (30/6), na Escola de Bombeiros Coronel Sarmento do Corpo de Bombeiros, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve uma representatividade para além da conquista do diploma. 

A chegada dos novos agentes na corporação foi comemorada também pelos veteranos, que há muitos anos vinham reivindicando por reforço nas atividades de salvamento em postos da orla carioca. Após um longo período de negociação com o governo, o vereador Marcio Garcia (REDE) e os guarda vidas conquistaram a abertura do concurso público, que resultou no novo contingente de agentes diplomados.

Formatura da turma de guarda-vidas. Fotos: Ascom vereador Marcio Garcia
O curso de formação de guarda-vidas é reconhecido por entidades mundiais, pelos seus treinamentos e provas rigorosos, representando verdadeiros desafios aos candidatos. "Somente os melhores conseguem a classificação final. É realmente um curso duro e muito pesado, como exige a prática da profissão", conta o vereador Marcio Garcia, que é major do Corpo de Bombeiros. O período do instrução é de quase um ano e os candidatos passam por avaliações práticas e teóricas. Os diplomados serão encaminhados em breve aos postos de salvamento nas praias do Rio. 


Mesmo com o reforço de novos guarda-vidas, a orla do Rio continua com este serviço deficitário, na análise de Garcia. Nas estimativas do parlamentar, a corporação deveria estar formando hoje uma turma de, pelo menos, mil agentes para atender de forma segura os banhistas. A proporcionalidade calculada pelo parlamentar leva em conta a extensão da orla e as características do serviço. "Esta atividade tem o corpo do agente como ferramenta de trabalho. Há um desgaste físico muito grande e ele [guarda-vida] precisa ter o seu descanso. Não tem como deixar um guarda-vida trabalhar sozinho em um posto de salvamento", frisa Garcia.


Outro fator preponderante diz respeito à cultura do carioca, que tem nas praias o seu entretenimento favorito. "As nossas praias ficam dentro da cidade, o que contribui com a frequência diária, além da característica turística do Rio. Mesmo nos dias nublados, as praias recebem os seus frequentadores assíduos", salienta o vereador.




Leia mais:

DIA NACIONAL DO BOMBEIRO

Em 2 de julho comemoramos o Dia do Bombeiro Militar, uma das profissões de maior credibilidade no mundo. Tenho orgulho de fazer parte desta corporação, constituída por homens e mulheres de fibra, espírito patriótico e que no seu cotidiano não têm medo de colocar em risco as suas vidas em prol do bem estar da sociedade. Nem em momentos de crise, como esta que estamos vivendo no Rio de Janeiro, os bombeiros deixam de colocar como prioridade a missão de salvar vidas.


Nesta data comemorativa, quero dizer do meu repúdio ao tratamento que vem sendo dispensado pelo governo à nossa categoria e a todos os servidores do estado declaradamente falido. Os bombeiros no Rio estão sofrendo com a falta de infraestrutura nos seus postos de trabalho, o que não só compromete o serviço à população, como coloca em risco a vida destes profissionais.



Os postos de salvamento na orla da cidade estão em péssimas condições, sem os equipamentos adequados e com as suas acomodações sucateadas - até degrau está faltando em escadas de acesso às unidades. O número de guarda-vidas é muito aquém do necessário para manter a segurança do banhista e a deficiência acaba por sobrecarregar os servidores. As ambulâncias estão sem condições de atender a população, em estado precário e sem qualquer higienização.



Além do cenário desolador no ambiente de serviço, os bombeiros vivem, atualmente, um drama sem igual em relação aos seus direitos salariais. Assim como vem acontecendo com todos os trabalhadores da rede estadual, os atrasos sucessivos no calendário de pagamento vêm transformando a vida dos bombeiros em um verdadeiro caos. Sem dinheiro até para se deslocarem para o trabalho. Estes bravos profissionais estão caminhando  quilômetros para chegarem aos seus postos, num desgaste enorme e desumano. No seu horário de folga, o desespero toma conta: como pagar as contas, como fazer as compras do mês para sustentar a família, como pagar as dívidas crescentes?



Em situação pior ainda se encontram os inativos e pensionistas, que precisam de cuidado médico e remédios que não estão encontrando condições financeiras de manter. Se, por um lado, o governo estadual ignora estes valorosos profissionais da Segurança Pública, por outro, a solidariedade une a classe em apoios financeiro e moral, entre colegas de farda que surgem de todos os cantos do estado. Este é o exemplo dos nossos heróis e suas famílias, que não mereciam passar por tamanhas dificuldade e humilhação causadas pelo poder público.

Nem um passo daremos atrás. Vamos adiante na busca pelos nossos direitos e para melhor atender a nossa sociedade, pois esta foi a nossa escolha de vida e profissional. Neste 2 de julho, desejamos que as autoridades e governantes reflitam sobre a importância do trabalho dos bombeiros e possam valorizar a categoria. Para que, no próximo ano, tenhamos motivos para comemorar junto ao povo do Rio de Janeiro.  








Três restaurantes populares fecham as portas nesta quinta-feira

A crise que atinge o Estado e tem levado sofrimento e ansiedade a grande parte da população fluminense, teve um novo e triste capítulo. Esta quinta-feira é o último dia previsto para o funcionamento dos Restaurantes Populares da Central do Brasil, Méier e Cidade de Deus. A decisão se deu em função de uma dívida do governo do Estado com a empresa que administra as unidades, a Home Bread.


   Unidade da Central do Brasil, a maior do Estado, terá atividades encerradas   Foto: Wanderson Costa/GERJ

De acordo com a empresa, os débitos já chegam a R$ 24 milhões. Segundo reportagem do jornal O Dia, também será suspenso o fornecimento de café da manhã popular em cinco estações de trem da Região Metropolitana. Para se ter ideia do tamanho do “estrago” da medida, só no restaurante da Central, são servidos 3,7 mil almoços por dia.

Cada refeição custa R$ 2 em qualquer uma das unidades espalhadas pelo Estado. O valor foi reajustado em maio de 2015. Até cada refeição custava R$ 1.

O vereador Marcio Garcia (REDE) lamenta o esfacelamento do projeto, que considera de grande importância para quem depende dos restaurantes para fazer ao menos uma refeição digna e completa por dia. "É nestas situações que a gente confirma: é sempre a classe mais pobre que sofre com os efeitos de uma crise que tem como ingrediente principal a inoperância deste governo. Triste notícia". 











quarta-feira, 29 de junho de 2016

Contagem regressiva para Olimpíadas na Cidade maravilha do purgatório e do caos

Na contagem regressiva, faltam 37 dias para o início das Olimpíadas Rio 2016. Nada mais natural do que a sede dos Jogos Olímpicos, a "Cidade Maravilhosa", comemorar a grande conquista. Afinal, o momento é de projetar a imagem do Rio de Janeiro para o mundo e reafirmar a fama de linda e uma das mais bela do planeta. 

No entanto, as capas dos veículos de comunicação, tanto no Brasil quanto no exterior, vêm retratando uma realidade do carioca que ninguém gostaria presenciar. O orgulho se transformou em vergonha nacional. O mais difícil para a população tem sido sobreviver neste caos e miséria instaurados por um estado falido pelo atual governo, seja através da corrupção ou por incompetência. 

Capas dos noticiários nesta quarta-feira (29/6):










Fotos: Reprodução dos jornais cariocas


 

Médico usa lixeira para se sentar enquanto atende pacientes

A situação da saúde pública estadual no Rio já passou do estágio do caos. Mas uma cena flagrada pelo Sindicato dos Médicos dá uma ideia ainda mais grave do tamanho do problema. Um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Iguaçu, foi visto atendendo os pacientes sentado em cima de uma lixeira. É isso mesmo: uma lixeira! Para se somar a esta triste imagem, publicada pelo jornal EXTRA, há ainda vários outros registros, como banheiros, corredores e chão imundos.
Profissional usou uma lata de lixo como assento: sindicato dos médicos irá ao MP fotos: divulgação

De acordo com reportagem do EXTRA, o Sindicato dos Médicos irá entrar com uma denúncia no Ministério Público contra a situação de calamidade do local. A informação passada pela Secretaria Estadual de Saúde é de que o profissional que atendeu usando uma lixeira como banco será demitido. A secretaria alega que, na falta de cadeiras, basta a unidade solicitar que o móvel é providenciado.
Sujeira e falta de conservação são problemas graves da UPA em Nova Iguaçu

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, se mostrou indignado com a situação e saiu em defesa do profissional: “quando o médico está diante de uma circunstância em que as condições de trabalho ferem o exercício ético, ele não pode ser conivente. Tem o dever de denunciar todas as vezes que as condições para atuar violarem o exercício ético profissional”. 

Treinamento de bombeiros é prejudicado pelo atraso de salário

Sem o pagamento da segunda parcela do salário de maio, bombeiros do Quartel de Magé, na Região Metropolitana, se recusaram, nesta quarta-feira (29/6), a participar de um treinamento na Escola de Bombeiros Coronel Sarmento, em Guadalupe, na Zona Norte. Após o entrave, a corporação ofereceu um caminhão para levar o grupo, formado por cerca de 50 bombeiros, mas os agentes solicitaram um ônibus para o transporte. Os agentes que estavam de folga, alegaram não ter dinheiro para pagar a passagem até o local do treinamento.   

Desde o final da semana passada, a categoria vem sinalizando que está encontrando dificuldades para chegar aos postos de trabalho, já que estão sem condições financeiras arcar com os custos de deslocamento. Na quarta-feira passada (22), pedidos de ajuda em forma de ofícios chegaram a gabinetes de comandantes do Corpo de Bombeiros. Os documentos indicavam o cenário crítico que estava se delineando para os próximos dias. Na sexta (24), um grupo de bombeiros caminhava pela Estrada do Catonho, em Jacarepaguá, na zona Oeste, tentando chegar nas suas unidades de trabalho.

Nesta quarta (29), um homem segurava uma faixa às margens da Linha Vermelha, na altura da Zona Norte, com os dizeres "Os Bombeiros pedem socorro. Estamos sendo massacrados. Estamos passando por caloteiros. Temos contas para pagar".

>> Com salários atrasados, bombeiros se recusam a participar de treinamento no Rio

Bombeiro reclama da falta de pagamento
Homem reclama da situação do estado em faixa na Linha Vermelha. Foto: Reprodução Internet

Uma vez bombeiro....

O vereador Marcio Garcia (REDE) reviveu, na pele, seus dias de bombeiro no último final de semana. Ele teve que suar a camisa numa ocorrência inesperada e de emergência. O parlamentar prestigiava o campeonato de futebol realizado na comunidade do Bateau Mouche, na Praça Seca, Zona Oeste da cidade, quando um jovem que acompanhava a partida se acidentou.
Marcio Garcia assistia ao jogo na comunidade quando o rapaz despencou e teve que ser atendido às pressas 


O rapaz assistia ao jogo de uma “arquibancada improvisada”, do alto de uma caixa d´água, e acabou caindo de cabeça no chão. O vereador deu lugar, na hora, ao bombeiro militar (ele é major da corporação) e realizou os primeiros socorros até que a ambulância da corporação chegasse. O rapaz foi levado para o hospital para ficar em observação, mas teve apenas pequenas escoriações e passa bem.

  Vereador bombeiro chamou a ambulância e prestou os primeiros socorros

“Eu imobilizei o garoto, fiz contato com os bombeiros e ele foi levado para ser examinado e ficar em observação. Felizmente, tudo terminou bem”, comemora Garcia, que é major bombeiro. Uma das lideranças do local, que acompanhava a partida, destacou: “É por isso que a gente insiste em dizer: esse aí está vereador, mas nunca deixou de ser bombeiro."

Bombeiros Civis pedem votação de PL que regulamenta atuação dos profissionais em eventos

Dezenas de bombeiros civis marcaram presença nesta terça-feira (28/6) na Câmara Municipal do Rio. A categoria foi acompanhar a votação do projeto 956/2014, de autoria do vereador Marcio Garcia (REDE), que dispõe sobre a presença destes profissionais em áreas de risco ou eventos de grande concentração de público. 

Apesar da quantidade de bombeiros nas galerias, a votação foi adiada e deve voltar ao Plenário nesta quarta (29). 











terça-feira, 28 de junho de 2016

Delação de Primo envolvendo nome de Cabral pode revelar licitações suspeitas ligadas a obras do PAC em comunidades

A delação do executivo Clóvis Primo, da Andrade Gutierrez, à Procuradoria-Geral da República, na última quinta-feira (23/6), pode revelar outras licitações suspeitas realizadas na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Primo afirmou aos procuradores que Cabral acertou propina em contratos para as obras de urbanização do conjunto de favelas de Manguinhos. As novas revelações trazem à tona uma investigação do Ministério Público Federal no Rio iniciada em fevereiro de 2014 pela procuradora Ana Cristina Bandeira Lins. 

     Centro Aquático Maria Lenk: empreiteira assume obra sem licitação
Na época foi instaurada Ação Cautelar de Justificação para analisar as negociações entre o governo do estado do Rio e as empreiteiras dos consórcios Novos Tempos (Queiroz Galvão, Carioca Engenharia, Caenge), Rio Melhor (Odebrecht, OAS, Delta) e Manguinhos (Andrade Gutierrez, EIT e Camter), vencedoras do processo licitatório para a execução das obras do PAC nas comunidades Complexo do Alemão, na Penha, Complexo de Manguinhos, em Manguinhos, ambas na Zona Norte, e da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul.
O MPF queria avaliar as documentações e exigências técnicas da licitação realizada em 2008, que favoreceu a empresa francesa Pomalgalski S.A, responsável pela instalação de teleféricos. Segundo denúncias que partiram de empreiteiras excluídas da concorrência - a Construcap Engenharia e Comércio, Convap Engenharia, Arvek Técnica e Construção e Sanerio - os consórcios vencedores receberam tratamento diferenciado e facilitações no processo licitatório.
A medida cautelar do MPF destaca suspeita de "conluio por parte dos réus" e, desta forma, compromete a legitimidade da licitação. O MPF levanta ainda a possibilidade de “superfaturamento das obras e serviços prestados pelos consórcios”.
Na Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, as obras do PAC viraram uma novela e nem a troca de consórcios foi capaz de resolver o imbróglio causado pelas empresas vencedoras da licitação do ano de 2008. Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) protocolou uma Ação Civil Pública (ACP) impetrada pelo Ministério Público do Estado (MPRJ), na 1ª Vara de Fazenda Pública, reivindicando a finalização das obras de urbanização na comunidade. O MPE pede a condenação do governo do Rio e do Consórcio Engetécnica Alpha, que assumiu a responsabilidade das intervenções, no lugar do consórcio Novos Tempos, que foi destituído por não cumprir os prazos estabelecidos no contrato.
Caso seja condenado, o governo estadual terá que indenizar a população local pelos impactos causados com o atraso na execução do projeto. O MP ainda faz um alerta na ação, chamando a atenção para o aumento do custo das obras, provocado pelos atrasos na entrega do projeto à comunidade. Os investimentos são do Ministério das Cidades e do governo do Rio.


Obras do PAC na comunidade de Manguinhos. Foto: Agência Estado

'Welcome to hell': protesto de policiais e bombeiros ganha repercussão em vários países

Há algumas semanas, o dia a dia do Rio tem sido de protestos e manifestações de várias categorias de trabalhadores. A insatisfação, não é surpresa pra ninguém, é geral desde que o governo do Estado passou a atrasar o pagamento de salários do funcionalismo. E um protesto especificamente, realizado nesta segunda-feira (27) por policiais e bombeiros, chamou mais atenção do que de costume.

Imprensa internacional chamou atenção para o protesto. Material dizia que, pelo fato de policiais e bombeiros não estarem sendo pagos, vir ao Rio não seria seguro.         Foto: Gabriel de Paiva/O Globo

Carregando uma faixa com a frase “Bem vindo ao inferno”, escrita em inglês, os manifestantes conseguiram chamar atenção da imprensa internacional. Na faixa, que foi exibida no saguão de desembarque do aeroporto Tom Jobim, também se afirmava que vir ao Rio não seria seguro, já que os profissionais da Segurança não estão recebendo vencimentos em dia. Jornais e sites de diversos países, como EUA, Austrália, Índia e Rússia divulgaram o protesto. Entre os portais que destacaram o caso, estão: Buzz Feed News, Yahoo Sports, Zee News Sports e Nine News Australia. 


Os noticiários destacaram as críticas dos servidores: além da principal delas, que é a falta de pagamento em dia, também foram citadas as condições precárias de trabalho a que estão submetidos. Para se ter ideia do clima na “capital mundial dos jogos”, somente ontem aconteceram pela cidade protestos de delegados da polícia civil, agentes penitenciários, PMs e bombeiros. 

Governo ainda não sabe quando vai pagar segunda etapa do salário de maio

O drama do funcionalismo estadual do Rio parece mesmo não ter fim. O governo do Estado ainda não tem uma previsão para o pagamento da segunda parcela dos salários de maio dos servidores públicos. A data previamente anunciada pelo governador em exercício Francisco Dornelles (PP) para definir o impasse seria nesta terça-feira, o que não aconteceu. Novas informações extra oficiais dão conta de que uma reunião será realizada nesta quarta-feira (29) para discutir o assunto.

     Silêncio no Guanabara: governo realiza reunião amanhã para tentar definir pagamento atrasado

A princípio, desta forma, ainda não há data prevista para o pagamento. Em entrevista ao jornal O Globo na segunda-feira, Dornelles voltou a dizer que a verba de R$2,9 bilhões liberada pela União para o Estado não será usada para quitar folha de pagamento.

A reportagem, no link abaixo:

http://oglobo.globo.com/rio/reuniao-para-decidir-sobre-salario-dos-servidores-ficou-para-quarta-feira-19598171

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Contra condições de trabalho precárias, agentes fazem revista minuciosa na entrada de presídio


Esta segunda-feira (27/6) de protestos de várias categorias do funcionalismo estadual no Rio foi marcada também por uma manifestação diferente de agentes penitenciários do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade. Como uma forma de criticar os baixos salários e as condições precárias de trabalho eles realizaram a “Operação Dentro da Lei”. 

O ato funcionou da seguinte forma: na entrada da unidade, o grupo revistou todos os visitantes – entre parentes de presos e até mesmo funcionários. Também passaram pelo “pente fino” dos agentes todos os veículos de servidores que chegavam. As bolsas destinadas à custódia também era revistadas com ajuda de scanners.



O resultado foi imediato: durante toda a manhã, longas filas foram formadas na porta do presídio. Para realizar o ato, o grupo se baseou na Lei 7010, que trata das regras de revista dos visitantes das cadeias públicas do Estado do Rio. A ideia dos agentes penitenciários é dar uma resposta à polêmica surgida nos últimos dias. Em reportagens na imprensa, foi questionada a falta de eficácia nas unidades prisionais para a vistoria de quem entra no local. Denúncias davam conta da entrada de materiais ilícitos em Bangu e outras prisões do Estado.
Entre as várias críticas às péssimas condições de trabalho, segundo o sindicato que representa a categoria, está a questão do funcionamento do scanners de corpo, instalados na entrada das unidades prisionais. Segundo o grupo, eles não estão em funcionamento ainda. Há também a denúncia do sindicato de que os novos scanners chegaram mas os agentes não foram treinados de forma adequada para trabalhar com o equipamento.

Vistoria rigorosa no Complexo Penitenciário de Bangu provocou caos na manhã desta segunda. Foto: Jornal Extra

Carioca corre risco até na hora da diversão. Praias sofrem com ausência de guarda-vidas

O fim de semana ensolarado no Rio levou o carioca à orla. O cenário deslumbrante é convite ao relaxamento. No entanto, o banhista desconhece os riscos provocados pela crise financeira no estado, mesmo nestes momentos que deveriam ser de diversão. 

Estamos nos referindo à ausência de guarda-vidas nas praias da cidade. A maioria deles, sem dinheiro da passagem para trabalhar, estão se apresentando em quartéis próximos de suas casas e não nas unidades onde são lotados, como o 3º GMar, em Copacabana, na Zona Sul.

>> Após sábado ensolarado e com direito a praia, ressaca atinge o Rio no domingo

Orla carioca sem guarda-vidas. Categoria reclama da falta de dinheiro para deslocamento até os postos de trabalho. Foto: Divulgação/ Orla Rio

Crise da Segurança no RJ: Cidade da Polícia de braços cruzados

Uma cena inusitada marcou a tarde desta segunda-feira (27/6) caótica no Rio de Janeiro. Delegados cruzaram os braços na Cidade da Polícia, na Zona Norte da cidade. O ato foi em protesto aos atrasos salariais e falta de infraestrutura nas delegacias distritais. Em vários pontos da cidade, as delegacias chegaram a fechar as portas, em apoio ao protesto: no Leblon, Ipanema (na Zona Sul), na Penha, em Bonsucesso (Zona Norte), na Taquara, no Tanque, e na Barra da Tijuca (Zona Oeste). Somente flagrante e caso de encontro de cadáver estão sendo registrados nestas unidades.

Delegados cruzam os braços em protesto na Cidade da Polícia. Foto: Reprodução


Médica morta em tentativa de assalto é sepultada na Baixada: Despedida com um beijo

O corpo de Gisele Palhares foi enterrado na tarde desta segunda-feira (27/6) no cemitério Jardim da Saudade, em Edson Passos, na Baixada Fluminense. Uma cena em especial comoveu os presentes. Antes que o caixão fosse fechado, o marido da médica, o cirurgião plástico Renato Palhares deu um beijo na mulher. 

Em tom de desabafo, após o enterro, ele disse que a imprensa tem um papel importante neste momento. “Cadê os direitos humanos agora? Vocês tem de divulgar e a gente tem que parar o Rio de Janeiro. Com essa violência não dá mais”.

>> Médica morta em tentativa de assalto no Rio é enterrada


O viúvo, Renato Palhares, se debruça sobre o corpo de Gisele para se despedir (Foto: Henrique Coelho/G1)
Cirurgião Renato Palhares se despede da esposa, Gisele Palhares, morta por criminosos no fim de semana. Foto: Reprodução G1

Esposas e parentes de PMs realizam ato em frente ao Quartel General e pedem por salário e segurança

Um grupo com cerca de 15 mulheres - esposas e familiares de Policiais Militares - fizeram um ato simbólico em frente ao Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, na manhã deste sábado (25/6). Os manifestantes reivindicaram  o pagamento da segunda parcela do salário de maio dos policiais e mais segurança para a categoria.

Somente este ano, 54 policiais foram mortos por criminosos, em serviço ou durante a folga. Os números alarmantes levaram ao grupo das esposas a uma  mobilização pelas redes sociais, primeiramente, para denunciar o sucateamento do setor. As primeiras postagens foram feitas em abril e a adesão, não só de parentes, foi imediata.

A cada depoimento no perfil do Facebook "Esposas e Familiares Somos Todos Sangue Azul", ficava mais delineado o cenário caótico da Segurança Público no estado. Os PMs vêm enfrentando sérias dificuldades no ambiente de trabalho. Entre as críticas, foram denunciadas nas postagens as péssimas condições dos coletes de segurança, das armas, dos containers das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), das refeições, das viaturas e até dos blindados usados nas operações especiais dentro das comunidades.

No mês de abril, as esposas saíram do ambiente virtual para reivindicar os direitos da categoria nas ruas do Rio. O ato deste sábado (25) foi apenas um dos muitos programados com o objetivo de chamar a atenção da opinião pública e da mídia internacional às vésperas das Olimpíadas. A expectativa é de que o dia 5 de agosto, no Maracanã, aconteça um dos manifestos mais importantes do grupo. Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Mas dias depois a mobilização continua em outros pontos do Rio, como o que está programado para acontecer frente ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá.




Comissão de Defesa Civil: Segurança nas comunidades é debatida na Câmara entre autoridades e moradores

Uma audiência pública debateu na manhã desta segunda-feira (27/6), na Câmara Municipal do Rio, os mecanismos de prevenção de catástrofes implantados pela Defesa Civil em comunidades cariocas nos últimos anos. Cerca de 40 participantes, entre líderes comunitários e agentes do órgão, participaram do encontro promovido pelo vereador Marcio Garcia (REDE), que é major do Corpo de Bombeiros e presidente da Comissão de Defesa Civil da Casa. O debate, que teve como tema  “Construindo Comunidades Mais Seguras”, contou com a presença  do coordenador do Centro de Operações da prefeitura, Leandro Chagas, e do geólogo Nelson Merin, da Fundação Geo-Rio.

Audiência Pública na Câmara do Rio, proposta pelo vereador Marcio Garcia, debateu a Segurança nas comunidades. Foto: Ascom vereador Marcio Garcia


Os trabalhos foram abertos com uma apresentação detalhada de como funciona o Sistema de Alerta e Alarme, instalados em diversas comunidades e acionado em caso de indícios de chuvas fortes. Os gerenciadores do sistema junto à Defesa Civil são os líderes comunitários credenciados pela prefeitura. Eles recebem via celular os alertas de chuvas fortes e, na sequencia, disparam as sirenes de forma manual, após a autorização da Defesa Civil.

“Este modelo é vitrine para o mundo e tem dado bons resultados”, frisou Leandro Chagas. No entanto, o coordenador admite que há necessidade de novos investimentos para melhorar o serviço. Pelos dados atualizados apresentados por Chagas, 165 sirenes já foram instaladas em 103 comunidades em áreas consideradas de risco geológico, através de 116 planos desenvolvidos. Para o coordenador, a ferramenta é valiosa e merece ser mais aproveitada para prevenir catástrofes. Para isso, ele conta com a parceria dos moradores através de ideias e informações sobre as áreas de risco. 



Chagas defendeu na reunião o aprimoramento dos canais de comunicação entre Defesa Civil e comunidades, além do serviço 199, com o intuito de concentrar de selecionar as demandas prioritárias. Ele também destacou o trabalho desenvolvido pela Defesa Civil nas escolas. “As crianças têm ideias ótimas, são entusiastas deste tipo de trabalho, a gente deveria aproveitar melhor estas sugestões delas”, admite o coordenador.

Com relação à ampliação do corpo técnico do órgão, Chagas afirmou que há necessidade investir neste setor. “Em audiência como esta, percebemos esta necessidade”. Em seguida, Chagas propôs a criação de um fórum com a participação do poder público, líderes comunitários, entidades sociais que estejam engajadas no tema, como a universidade PUC Rio e empresas interessadas em investir na área.

O vereador Marcio Garcia enfatizou que a reunião abre caminho na busca de avanços e para vencer os desafios envolvendo esta questão. Além de ser um espaço democrático de troca entre as autoridades da área e a população, inclusive os moradores que vivenciam este problema nas comunidades.
Durante a audiência, líderes comunitários e moradores usaram a tribuna para expor as suas dúvidas, fazer críticas e apresentar novas propostas. A autonomia financeira da Defesa Civil, que depende dos repasses de verbas destinados à Secretaria de Conservação, foi um dos pontos citados pelos participantes. O agente da Defesa Civil Geizon Silva Santos, confia na potencialidade do sistema de alerta, por isso mesmo acredita que os recursos financeiros destinados a manutenção do programa deveriam ser menos burocratizados. Para isso, a área de Defesa Civil deveria constituir, na opinião do agente, uma secretaria municipal. Além disso, Geizon sente falta de maior capacitação para a categoria.
Coordenador do Centro de Operações Rio, da prefeitura, detalhou o funcionamento do Sistema de Alerta e Alarme

A opinião é endossada pelo agente do órgão Sérgio Gomes Ribeiro. “É inadmissível não ter uma base orçamentária [na Defesa Civil para atender as comunidades]. São 85 agentes para atender as regiões, muito pouco [o efetivo de servidores]. Tem que ter investimento sim e capacitação [dos servidores]”, afirmou. Garcia também defendeu neste ponto que a qualidade técnica do agente da Defesa Civil no Rio deve ser um investimento prioritário. “A gente tem um corpo técnico muito preparado, mas podemos no futuro ter agentes formados nos mais diversos níveis superiores, em áreas afins. Assim, os profissionais vão interagir melhor e encontrar soluções mais eficientes”, considerou o parlamentar.


Irenaldo Honório da Silva, presidente da associação de moradores de uma comunidade em Cordovil, na Zona Norte da cidade, propôs a maior participação de jovens nos projetos da Defesa Civil nas comunidades. “Eles [jovens] ficam largados nas nossas comunidades, sem qualquer perspectiva de futuro”, disse o líder, acrescentando que a sua inspiração veio de um programa que participou há alguns anos, voltado para o meio ambiente. “A gente aprende o exercício da cidadania e ainda desperta a vocação profissional”, acrescentou.

Os entulhos acumulados e que ainda resistem nos locais que passaram por desocupação dentro das comunidades foram motivos para crítica de muitos líderes comunitários. ”A minha casa desabou e até hoje não se encontrou solução para os destroços no local. Tem morador que nem sabe que pode chamar a Defesa Civil para estes casos”, disse Simone Lessa, moradora de Cosmo, na Zona Oeste.

Nelson Merin, geólogo representante da Geo-Rio, explicou que todos os projetos de contenção necessários para a segurança nas comunidades credenciadas no sistema de alerta foram feitos. No entanto, quando os mesmo são levados para apreciação pela Caixa Econômica Federal, responsável pela viabilidade econômica das obras, surgem os entraves, pela falta de verbas. “Muitos [projetos] são até aprovados, mas na hora de realizar as intervenções...”, disse Merin.

O geólogo destacou que várias melhorias foram efetuadas em comunidades, mas numa frequência menor que a necessidade pede. Na sua análise do cenário atual, há carência de projetos estruturais. E esta batalha por verbas públicas não é somente das autoridades, mas de toda a sociedade. “Eventos como este aqui é de muita importância para que possamos debater estes assuntos e encontrar novos caminhos”, concluiu ele.

Merin considera que as ocupações irregulares nestas áreas representam um grande desafio para o desenvolvimento dos projetos da Geo-Rio. Segundo ele, as avaliações feitas pelos engenheiros obedecem à critérios técnicos como redes de drenagem, esgoto e água, e se não for possível estas instalações em determinada área, o caminho apontado é o da remoção das moradias.


No final do encontro, o vereador Marcio Garcia explicou que todas as propostas e considerações apresentadas na audiência serão estudadas pela sua equipe e serviram de base para um segundo encontro, que ainda não tem data para acontecer. Das discussões, será formulado um documento a ser encaminhado aos órgãos competentes e à prefeitura, através da Comissão parlamentar.
Mesa de debates com o agente Sergio Gomes (esquerda), o coordenador do Centro de Operações, Leandro Chagas e o vereador Marcio Garcia (ao centro)

Semana começa com manifestação contra medidas do governo do Rio

Um grupo de policiais militares, civis e bombeiros fez, na manhã desta segunda-feira (27/6), uma manifestação contra as precárias condições de trabalho, atrasos salariais e o descaso do governo do Rio. O clima era de indignação com a situação a que estão submetidos e com a falta de perspectivas. O ato aconteceu em um dos bairros de maior importância para as Olimpíadas, Ilha do Governador, nas proximidades do Aeroporto Internacional Tom Jobim, principal porta de entrada de delegações e turistas estrangeiros.  

Em uma das faixas levadas para a Avenida 20 de julho, o recado é taxativo: “policiais e bombeiros sem salário é igual a Rio sem segurança”. Em outro cartaz, em inglês, os os servidores ironizam: “Bem vindos ao inferno” e destacam que vir à cidade não é seguro. Eles caminharam até o aeroporto e no saguão conversaram com pessoas que circulavam pelo local e falaram da situação crítica da Segurança Pública na 'capital dos jogos'.

Policiais fazem manifestação contra o governo do Rio na Ilha do Governador. Fotos: Divulgação




Grupo realiza ação junto à comunidade para tentar localizar assassinos de médica

O Portal dos Procurados divulgou nesta segunda-feira (27) um material para tentar chegar ao assassino da médica Gielle Palhares, de 34 anos. A profissional, especialista em dermatologia, atuava em Nova Iguaçu e foi morta quando voltava da inauguração de um centro de acolhimento a deficientes, na cidade da Baixada Fluminense. Ela estava sozinha em seu carro quando, por volta das 19h, foi abordada por um grupo de assaltantes na latura de São João de Meriti, no acesso à Linha Vermelha. Ela foi morta com um tiro na cabeça.





O Portal dos Procurados tenta ajudar na localização dos envolvidos divulgando o cartaz “Quem matou?”. A ideia é conseguir apoio da população para identificar os criminosos. Quem tiver alguma informação sobre a localização dos envolvidos pode denunciar pelo: Whatsapp ou Telegram dos Portal dos Procurados (21) 96802-1650; pelo facebook (inbox) endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/ ou pelo Disque-Denúncia (21) 2253-1177.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Enterro de PM é marcado por cortejo de veículos na Linha Amarela

Amigos e familiares do sargento da Polícia Militar Ericson Gonçalves Rosário, de 34 anos, fizeram uma homenagem seguindo de carro em cortejo pela Linha Amarela até o cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, onde o corpo do policial foi sepultado, na tarde desta sexta-feira (24/6). Ericson foi morto na manhã desta quinta (23) por criminosos na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte, quando seguia em uma van da corporação para uma operação policial.   
O PM, que estava na corporação há 14 anos, ainda foi socorrido para o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, também na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos. Na troca de tiros entre policiais e criminosos, que armaram uma emboscada usando o telhado de uma fábrica próxima à Cidade da Polícia, um comerciante da região identificado como Manoel Avelino, também foi atingido por tiros e morreu a caminho do Hospital Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte.



Cortejo de amigos e familiares de Ericson Gonçalves Rosário, na Linha Amarela.
Foto: Divulgação

Sem a segunda parcela dos salários, bombeiros caminham até os postos de trabalho

Na manhã desta sexta-feira (24/6) uma cena presenciada em abril, quando o governo do Estado do Rio deixou de pagar o seu funcionalismo, voltou a acontecer. Sem dinheiro para pagar a passagem até os seus grupamentos, bombeiros seguiram a pé para o trabalho. O fato, registrado na Estrada do Catonho, em Jacarepaguá, zona Oeste da cidade, expõe o drama da categoria, que sofre com o atraso no pagamento salarial. 


Bombeiros, sem dinheiro para a passagem, caminham na Estrada do Catonho em direção aos seus grupamentos. Foto: SOS BombeirosRJ

Os bombeiros informaram desde o início desta semana aos seus comandos da dificuldade financeira para o deslocamento das suas residências até os seus postos de trabalho. Na quarta (22), pedidos de ajuda em forma de ofícios começaram a surgir nos gabinetes dos comandantes do Corpo de Bombeiros. Em alguns casos, os oficiais enviaram viaturas para buscar os servidores que residem próximo aos quartéis, para evitar uma queda no efetivo. 


Reprodução

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Insegurança no RJ: comboio da PM é atacado e sargento é morto pelos criminosos

A violência no Rio eleva, nesta quinta-feira (23/6), a estatística de Policiais Militares mortos em serviço. Por volta das 11 horas, o sargento Ericson Gonçalves do Rosário, de 34 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos, na zona Norte da cidade, foi baleado por criminosos dentro de uma van da corporação. O PM foi socorrido pelos colegas e levado para o Hospital Quinta D´Or, em São Cristóvão, também na zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos.  

O ataque dos bandidos teria acontecido quando o comboio da PM seguia para uma operação conjunta com policiais da UPP do Jacarezinho. Os agentes iriam checar uma denúncia anônima e foram atacados por homens que estavam no alto de uma fábrica localizada próxima à Cidade da Polícia. 

Amigos e colegas de farda de Ericson usaram o perfil do policial no Facebook para lamentar o fato e desabafar sobre a insegurança no Rio. 
  

>> Sargento da PM morre ao ser atacado por traficantes no Jacarezinho


Sargento da PM Ericson Gonçalves do Rosário. Foto: Reprodução Facebook

Movimento de servidores formaliza pedido de impeachment de ‘governadores’ do Rio

Como prometido, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe) formalizaram, nesta quinta-feira, o pedido de impeachment do governador licenciado Luiz Fernando Pezão (PMDB) e do governador em exercício Francisco Dornelles (PP). O ato aconteceu na Alerj, por volta das 16h.

       Servidores fizeram novo protesto nesta quinta-feira contra o governo do Estado       Foto: jornal Extra

A alegação do grupo é de que os dois cometeram crime de responsabilidade pois, segundo a ação, não investiram o mínimo determinado pela Constituição em saúde e educação. Agora, o documento tem que ser avaliado pela Presidência da Alerj para ter prosseguimento em plenário ou ser arquivado.


Mais cedo, cerca de 200 pessoas, entre representantes de categorias como bombeiros, PMs, professores e servidores da saúde se reuniram em frente à sede do Tribunal de Justiça (TJ), no centro do Rio. O grupo questionou as investidas do TJ que chegaram a garantir o pagamento em dia dos servidores da Justiça enquanto o restante do funcionalismo tem que se submeter ao pagamento atrasado e parcelado. 

Rua do Calote: em manifestação, servidores do Estado rebatizam rua onde mora Dornelles

De Rua Itaipava para Rua do Calote. Durante algumas horas, a via onde mora o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles (PP), foi “rebatizada” em um ato de protesto dos professores da UERJ. O grupo de cerca de 40 pessoas realizou uma manifestação na manhã desta quinta-feira em frente ao local. A categoria criticou duramente os atrasos e parcelamentos de salários do funcionalismo estadual. 

    Manifestação bem humorada:  Rua Itaipava mudou de nome temporariamente nesta quinta-feira

O protesto bem humorado contou, ainda, com a afixação, em um poste, de uma placa estampada com o rosto do governador em exercício. O grupo chegou ao local por volta das 6h30, para que pudesse ser visto por Dornelles antes que ele saísse de casa para o Palácio Guanabara. A PM mandou para a área duas viaturas e um camburão. Cerca de 40 pessoas participaram do ato.

A íntegra da reportagem do jornal O Dia no link:

Os servidores públicos estaduais estão apreensivos e sem a mínima garantia sobre quando e de que maneira receberão seus vencimentos. Nem mesmo o aporte de R$ 2,9 bilhões da União para o Estado serviu para acalmar os ânimos. É que o dinheiro não deve ser utilizado para resolver os entraves com relação aos salários do funcionalismo estadual como um todo.


Na última sexta-feira, Dornelles, em comum acordo com o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) decretou estado de calamidade pública nas contas do Estado. A medida serviu para autorizar a liberação destes recursos extras para os cofres estaduais.