sexta-feira, 6 de maio de 2016

Fogo amigo: Picciani critica gestão Pezão/Dornelles e diz que Rio está sem governador

Em entrevista ao RJTV, da Rede Globo, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Jorge Picciani afirmou nesta sexta-feira (6/5) que o Estado está sem governador. A expressão foi usada para criticar a gestão do seu correligionário peemedebista, Luiz Fernando Pezão - afastado do cargo para tratamento de câncer - e do seu sucessor, o governador em exercício Francisco Dornelles (PP). Picciani frisou que o Rio atravessa uma situação de extrema gravidade e atribuiu a deficiência à falta de autonomia na gestão de Dornelles.  

"É preciso que o governador Pezão compreenda que ele precisa dar condições ao vice de ter mais autonomia nesse momento de crise, se afastar por um período maior e assim que ficar bom, retornar. Estamos com dois governadores e sem nenhum governador. Quem tem dois não tem nenhum”, disparou o presidente da Alerj. "Demos R$ 13,5 milhões a mais para o Pezão. Infelizmente, o dinheiro foi gasto de forma a achar que iam continuar surgindo mais recurso, não verificaram o nível de gravidade da economia nacional e da economia regional”, acrescentou Picciani.

Após as sucessivas críticas ao atual governo, Picciani fez comparações com o ex-governador Sérgio Cabral, que segundo o parlamentar "mudou a história da administração". O presidente da Alerj afirmou que a dívida do Estado se deve à ações que Pezão tomou às vésperas das eleições e que vem impactando os cofres públicos e a culpa recaindo no Rioprevidência. "Na véspera das eleições, ele [Luiz Fernando Pezão] anunciou um aumento salarial muito acima da inflação à quarenta e sete, quarenta e nove categorias. Isso vai para o aposentado e pensionista depois ele reclama que aumentou o déficit do Rio Previdência. Ele ajudou a aumentar", criticou. E já anunciou: "pretendo ajudar mais a secretaria de Segurança com recursos do fundo". 

O diretor para inativos e pensionista da Associação SOS Bombeiros RJ, Valdelei Duarte, relembra que em uma reunião realizada em abril na Alerj, entre Picciani e inativos dos bombeiros, para discutir o corte dos benefícios da categoria pelo governo, o parlamentar atribuiu a medida aos royaties. No entanto, dias após o encontro veio à tona os investimentos feitos pelo Estado no exterior usando recursos do fundo, através de uma off shore aberta pelo Executivo, com permissão em Lei aprovada pela Alerj. Os negócios começaram na gestão de Sergio Cabral. "Ele [Jorge Picciani] não disse para a gente que a Alerj havia autorizado negociações internacionais que acabaram por bloquear o Rioprevidência e os nossos pagamentos. Por qual motivo jogou a culpa toda nos royaties?", questiona Duarte.

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