sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Vi sua expressão de sofrimento e sofri com você", diz aposentada a bombeiro que foi a pé para quartel

“Vi a sua expressão de sofrimento e sofri com você”. A mensagem carregada de emoção foi deixada pela aposentada Sueli Moraes, moradora da Ilha do Governador, na zona Norte do Rio, ao cabo do Corpo de Bombeiros Altamir Rodrigues da Cruz Junior. Sem dinheiro para pagar o seu deslocamento, o bombeiro caminhou mais de 16 quilômetros da Ilha em direção a Niterói, na região Metropolitana, para participar de um curso de aperfeiçoamento para o qual foi escalado compulsoriamente pela corporação, na manhã desta quinta-feira (7/4). No meio do percurso, ele foi resgatado por uma viatura dos Bombeiros e levado para a unidade em Niterói. A aposentada soube do episódio através da imprensa e resolveu ajudar o agente com mensagens de solidariedade e R$ 50 deixados em um envelope no quartel do seu bairro.


“Querido anjo, não desanime, não desista. Deus está com você. Estou humildemente ofertando R$ 50,00, por favor, não recuse, será uma ofensa, não é esmola, é uma pequena gota a somar à chuva de felicidade e fartura que há de vir em sua vida”, escreve a aposentada. A carta frisa ainda o sentimento de gratidão pelos profissionais. Segundo a autora, ela sofreu um acidente e foi salva pelos “heróis desconhecidos”.

Em um dos trechos da carta, Sueli também admite passar por um momento de dificuldade, mas não abre mão da ajuda ao bombeiro. “Sou uma pessoa aposentada e ganho um salário, mas posso abrir mão de alguma coisa por vocês, que abrem mão de suas vidas por nós. Bravos guerreiros que não fogem à luta”, frisa com dose de emoção.


Depois de ler a carta, o bombeiro se disse emocionado e motivado a cumprir a sua missão profissional, segundo os companheiros de farda. Neste sábado (9/4), bombeiros, amigos e representantes da sociedade civil estão organizando uma caminhada em homenagem ao cabo do Corpo de Bombeiros. A concentração está marcada para as 9 horas, em frente ao quartel da corporação na Ilha. O grupo deve seguir até a altura do Hospital do Fundão, no mesmo bairro. A comissão de organização  pede aos participantes um quilo de alimento não perecível, para ser doado à Ong Grupo da Solidariedade. 



Fotos: Reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário