quarta-feira, 13 de abril de 2016

Inativos se reúnem com Marcio Garcia e presidente da Alerj em busca de solução para impasse

Um grupo de cerca de 50 bombeiros e policiais militares inativos do Estado se reuniu, na tarde desta quarta-feira (13) com o vereador Marcio Garcia (REDE) e o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB). Em pauta, a situação dos mais de 130 mil servidores aposentados que recebem mais de R$ 2 mil e receberão seus salários de março apenas em maio. Ogrupo se mostrou revoltado com a suspensão dos pagamentos e busca um apoio entre os parlamentares para resolver a situação, considerada crítica.

Vereador Marcio Garcia (à esquerda, em pé) intermediou encontro entre os 
inativos e Picciani

O vereador, que é major do Corpo de Bombeiros, falou em nome da classe e apresentou uma proposta ao presidente da Assembleia para que os aposentados não sofram na pele essa verdadeira punição com a qual foram surpreendidos na terça-feira. Ele sugeriu um nivelamento na forma de pagar os benefícios, tentando, da melhor forma possível, fazer uma isonomia. Funcionaria assim: seriam pagos salários até um teto limite de R$ 5 mil para os servidores. Assim haveria recursos e os inativos não seriam penalizados. “Eu propus que se pague um salário para todos, até esse teto. Quem tem salário superior a R$ 5mil receberia o restante no próximo mês”, explicou Marcio Garcia.

Bombeiros aposentados ocuparam as galerias da Alerj para protestar 
contra decisão do governo 

A proposta foi negada pelo presidente da Alerj, que alegou não haver tempo hábil para negociar essa sugestão com o Executivo, já que os salários serão depositados nesta quinta-feira (14). Mesmo assim, Picciani se comprometeu a debater a ideia em plenário com os demais deputados.

Garcia chegou a apresentar e negociar essa proposta alternativa com os parlamentares do PSOL e da REDE antes do início da sessão plenária da Alerj. Após o encontro com Picciani, e sem uma solução para o impasse, os bombeiros e PMs ocuparam as galerias para acompanhar a assinatura de um projeto de decreto legislativo que tenta derrubar a medida do governo. Até às 17h, 44 deputados haviam assinado o decreto.

No encontro, o presidente da Alerj criticou duramente a política fiscal adotada pelo governo Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ele afirmou que a crise se deve ao modelo que priorizou o pré-sal e os incentivos fiscais em excesso, na opinião dele, destinados ao setor automotivo.


Desespero
Aposentado do Corpo de Bombeiros, Edson Quintanilha, de 59 anos, não sabe mais como equilibrar suas contas domésticas. Ele comenta que, desde o início do ano, em função do atraso do décimo terceiro salário, já estourou o limite do cheque especial em dois bancos e todas as suas contas estão em atraso. “Quando soube ontem que o pagamento só vai vir no mês de que vem, tive um pico de pressão, porque não sei mais o que fazer da vida. Será que o governo quer que a gente vire homem bomba?”, disparou, muito emocionado após a reunião na Alerj. Com problemas de saúde, ele gasta boa parte do seu orçamento em medicamentos.


2 comentários:

  1. Seria melhor pagar um teto pra todos, assim tornando digno o se sustentar. Só que o medo de uma greve generalizada, o fez sacrificar a parte mais frágil. E lamentavel

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  2. Como teríamos força se tivéssemos de verdade um deputado federal. Mas infelizmente o cara que colocar tudo na conta de Deus. Todo poder emana do povo e não na conta de Deus.

    Parabéns Márcio! Não podemos nos calar . Temos de buscar soluções para os inativos e pensionistas e para toda a crise que o estado está passando e não ficar esperando e colocando na conta de Deus. Temos de orar a Deus para que nos dê inteligência para obtermos soluções, mas não ficarmos parados como nada estivesse acontecendo. Parabéns Márcio Garcia por tomar a atitude correta . Forte abraço Subtenente Quintanilha

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