quinta-feira, 14 de abril de 2016

Bombeiros protestam contra adiamento dos salários de inativos

Cerca de 70 servidores inativos do Corpo de Bombeiros realizaram um protesto, na manhã desta quinta-feira (14), na região da Central do Brasil. Eles pressionam contra a decisão do governo do Rio de só pagar os salários de março dos aposentados e pensionistas que recebem até R$ 2 mil. Os 137 mil funcionários inativos restantes, que ganham acima deste valor, só vão ver os salários em 12 de maio – ou seja, com um mês de atraso. Carregando faixas, mostrando caixas de remédios vazias, receituários e contas atrasadas, eles se posicionaram em frente à Central com palavras de ordem contra o governo.
Grupo se reuniu na Central do Brasil em ato de protesto contra o governo 

“O nosso último pagamento foi no dia 14 de março. Isso que o governo fez foi um ato de muita covardia”, desabafou o subtenente Valdelei Duarte, diretor de inativos e pensionistas da Associação SOS Bombeiros RJ. Ele ainda destacou que procurou ajuda do presidente da Alerj Jorge Picciani: “há vários reformados dos bombeiros e da PM passando fome, sem medicamento... Estamos apelando até para o governo federal”, disparou, irritado com a situação dos servidores.

Já na Alerj, PMs e bombeiros se reuniram para pressionar os deputados a barrarem decisão do Executivo, de adiar os salários de quem recebe mais de R$ 2 mil

O vereador Marcio Garcia se reuniu, na tarde de quarta-feira, com o presidente da Alerj e representantes de bombeiros e policiais militares para discutir o assunto. Ele apresentou uma proposta alternativa, que passaria por estabelecer um teto de R$ 5mil. “Eu propus que se pague um salário para todos, até esse teto. Ninguém ficaria sem receber. Quem tem salário superior a isso, receberia o restante no próximo mês”, explicou o vereador.

Picciani ouviu a idéia apresentada pelo vereador, que é major do Corpo de Bombeiros, mas disse que não havia mais como mudar a decisão tomada pelo Estado. Isso porque o calendário de pagamento estava previsto para esta quinta-feira. Marcio Garcia ainda negociou com deputados estaduais na Alerj para tentar uma saída para o problema, que vai atingir em cheio os servidores inativos. Muitos deles passam por tratamento de saúde e não sabem como vão arcar com remédios nos próximos dias.

Após o ato na Central do Brasil, os bombeiros inativos caminharam até a sede da Alerj, onde se uniram a vários outras categorias como policiais militares e servidores em geral. Todos protestam contra o corte dos benefícios, atrasos de salários e o não pagamento dos inativos.







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