sexta-feira, 8 de abril de 2016

Agentes penitenciários podem entrar em greve se pagamento de salário não for integral

Reprodução 
Os servidores do sistema penitenciário do Rio de Janeiro anunciaram assembleia geral para a tarde desta sexta-feira (8/4). No encontro, eles podem decidir por decretar estado de greve. A decisão informada pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro (SSSP-RJ) foi tomada após o governador em exercício, Francisco Dornelles, afirmar que serão pagos integralmente os salários de policiais militares e civis, bombeiros e professores, mas não mencionar os servidores do sistema. A categoria está na lista de setores que vão receber o salário no dia 14.

"Na Assembleia Geral será definido o direcionamento que atenda ao anseio e expectativa da categoria, que se vê indignada em sua condição de servidor público, ademais, se preteridos quanto ao pagamento integral de seus vencimentos", disse em nota Gutembergue de Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal. E acrescenta: "As circunstâncias mudaram, logo as decisões e as posturas também tem que mudar. Antes nós estávamos na mesma situação de várias categorias de servidores públicos. Hoje, o governo nos coloca numa posição diferente e nós não queremos ser tratados dessa forma. Se não houver o pagamento, também integral, dos servidores do Sistema Penitenciário no dia 14, entraremos em greve”.

A diretoria do sindicato também encaminhou Carta Aberta aos órgãos e instituições ligadas ao setor de Segurança Pública denunciando os transtornos aos quais estão expostos os servidores penitenciários. O texto comenta ainda o contingenciamento propagado pelo governo do Estado. "Além de não honrar compromissos devidos aos servidores [se referindo ao governo do Estado], agora, entre outras agruras, nos assombram diante da possibilidade do não pagamento dos salários dos servidores, alertando para que sabedores da atual conjuntura e coautores de responsabilidades atuem na prevenção do caos", destaca a Carta.

De acordo com dados do sindicato, a população carcerária do Rio conta com cerca de 50 mil presos, que são inspecionados por 4.150 agentes penitenciários. Deste número, 30% dos servidores têm contato direto com os presos (atividade fim), com sobrecarga, estresse que provoca várias doenças. O sindicato considera a contabilidade alarmante e critica as precárias condições de trabalho para os agentes.

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