terça-feira, 8 de março de 2016

Governo do Rio atrasa mais uma vez salários de servidores

Mesmo com as recentes manifestações contra os atrasos salariais na rede estadual e as medidas fiscais, o governo do Rio anunciou neste terça-feira (8/3) que só vai efetuar o pagamento do seu funcionalismo na sexta-feira (11), ou seja, com um atraso de dois dias. Mais uma vez o motivo alegado pelo Executivo foi - "o agravamento da crise financeira fluminense, provocada pelo aprofundamento da desaceleração da economia brasileira", diz a nota emitida pela Assessoria do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que ainda pede a "compreensão dos servidores".

O governador Pezão já fez mudanças no calendário dos servidores, alegando que a medida é necessária para o pagamento integral da rede. Pelo último ajuste realizado, os trabalhadores passam a receber no sétimo dia útil de cada mês, que neste mês de março seria nesta quarta (9). Este é o terceiro mês consecutivo que o estado atrasa os salários. Na quarta-feira passada (2), mais de 10 mil pessoas participaram de uma manifestação no Centro do Rio, contra as medidas fiscais anunciadas pelo governo Pezão e os atrasos nos pagamentos.  
Governador do Rio Luiz Fernando Pezão. Foto: Fernando Fazão/Agência Brasil

O comunicado do Executivo informa que o valor necessário para quitar a folha de fevereiro é de R$ 1,445 bilhão para 468.621 servidores, sendo 220.323 ativos, 153.463 inativos e 94.835 pensionistas. No entanto, não especifica o montante que ficou faltando para o pagamento integral da rede.


Nesta segunda (7), os funcionários da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) paralisaram as atividades por tempo indeterminado. Um ato público com servidores e alunos na porta da instituição marcou o início da greve. Entre os profissionais mais afetados com a falta de pagamento salarial estão os policiais militares e bombeiros. Além de não contar com os seus salários em dia, estes agentes públicos convivem ainda com a falta de infraestrutura nas suas unidades de trabalho. Na semana passada, PMs denunciaram o sucateamento nos quartéis, que não têm mais combustível para abastecer as viaturas. Já os bombeiros reclamam das condições precárias das ambulâncias do Samu, as poucas que ainda estão atendendo a população, já grande parte da frota se encontra encostada para manutenção e aguardando por peças de reposição. Na área médica o quadro não é diferente. As condições das unidades de saúde impressionam médicos e pacientes, pela falta de insumos, leitos e toda a infraestrutura básica. 

>>  Policiais desmentem comando e denunciam falta de combustível para abastecer viaturas

Um comentário:

  1. boa noite estamos precisando de um líder uma cabeça que possa nos dar suporte para que possamos lutar novamente por mais dignidade. eu por exemplo estou passando muitas necessidades pois estou recebendo abaixo de 1000 e não estou conseguindo viver em meio a esta crise, necessito de sua ajuda. venha conosco mais uma vez.

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