segunda-feira, 28 de março de 2016

Em cenário caótico, Francisco Dornelles assume governo do RJ

No currículo estão os cargos de procurador-geral da Fazenda Nacional, secretário da Receita Federal, a titularidade em três ministérios, Fazenda, Indústria e Comércio e Trabalho e, atualmente, de vice-governador do Rio de Janeiro. A população carioca tem esperança de que com sua vasta experiência, Francisco Dornelles, que assume nesta segunda-feira (28/3) a gestão do governo estadual, possa colocar em ordem as finanças públicas. O que parecer ser uma missão quase que impossível. 

Governador em exercício no RJ Francisco Dornelles. Foto: Agência Senado
A era Dornelles tem início já com uma bomba-relógio. Com o pedido de empréstimo no valor de R$ 1 bilhão negado, o Estado deve anunciar em poucos dias o parcelamento do pagamento de salários dos seus servidores, referente ao mês de março. Para agravar ainda mais a situação, o cenário político não está nada tranquilo e nem favorável no PMDB do Rio e a ajuda do Planalto deve ficar cada vez mais minguada. 

Dornelles vai encontrar ainda pela frente as manifestações organizadas pelas categorias. Já nesta quinta-feira (31), um grupo formado por esposas de policiais militares promete agitar o Centro do Rio com um protesto contra as medidas do Executivo. O movimento batizado "Esposas - Somos Todas Sangue Azul" reivindica o retorno do calendário oficial de pagamento salarial, que estabelece o quinto dia de cada mês para o depósito do benefício, o pagamento imediato dos inativos e pensionistas, que há quatro meses estão sem receber, além do pedido de ajuda social às famílias de policias feridos em serviço. 

No dia 6 de abril deve ter início a greve geral do funcionalismo, por tempo indeterminado. Há duas semanas, os profissionais da educação já paralisaram as suas atividades e estudantes realizam protestos em diversos pontos da cidade, contra a falta de manutenção das instituições escolares e ausência dos professores. Na saúde, a reclamação da população diz respeito ao fechamento de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e sucateamento dos hospitais públicos. Tudo indica que a gestão de Dornelles não será nada fácil.   
Reprodução internet

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