quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Crise na saúde: Governo do Rio deixa ambulâncias sem combustível

O cenário tenebroso que vem deteriorando há meses meses o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ganhou um ingrediente a mais neste Carnaval carioca: a falta de combustível para abastecer as ambulâncias. O governo do Estado deixou de pagar a empresa fornecedora, a Petrobras, que por sua vez encerrou o serviço à Defesa Civil. No dia 29 de janeiro, o vereador Marcio Garcia denunciou no seu blog o sucateamento das unidades móveis do SAMU, por falta de manutenção e peças não entregues pelos fornecedores que deixaram de receber da gestão estadual. 
Na semana em que o parlamentar vez a denúncia, cerca de 50 veículos, entre eles do serviço 192 e dos Bombeiros, estavam parados no  Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), em São Cristóvão, na zona central da cidade. Agora, com a falta de combustível, 30 ambulâncias do SAMU foram tiradas de circulação. Ou seja, das 56 unidades do serviço disponíveis para atendimento da população nem metade está em funcionamento. 

As ambulâncias do SAMU são abastecidas em postos da Petrobras, através de voucher. No entanto, desde o último sábado (6/2), o serviço foi suspenso. "A situação é muito constrangedora. A gente chega no posto [de combustível] e é barrado de abastecer. Vergonhoso", conta um bombeiro que atua em um quartel da zona Oeste. "Em Jacarepaguá [na zona Oeste] estamos tendo problemas todos os dias nos postos. Teve um dia que fiquei das 14h até às 23 horas tentando abastecer e ainda tendo que atender neste período", disse outro servidor. 

Segundo as denúncias, o quartel de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, já está sentindo os efeitos da falta de combustível. As ambulâncias do SAMU que ficam o quartel de Santa Cruz estão sendo encaminhadas para outras unidades da corporação, como Guadalupe, na zona Norte, e São Cristóvão, no Centro. Os bombeiros também contam que a zona Oeste tem sido a mais afetada com o problema.  

Com base nas recomendações do Ministério da Saúde, o Rio deveria ter hoje cerca de 126 ambulâncias para atender uma população média de 6,3 milhões de habitantes. O órgão estima uma ambulância para cada 50 mil pessoas. 



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