quinta-feira, 30 de abril de 2015

Voto distrital é retrocesso

O ponto de partida para a reforma política que envolve o cenário nacional é o voto distrital, que foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça para vereadores em cidades com mais de 200 mil eleitores.

Se aprovado até outubro de 2016, pode condenar mandatos como votos distribuídos e de cunho ideológico e não assistencialista, como o nosso e de alguns poucos, já que o sistema de votos distritais permite que o TRE divida a cidade em várias partes (distritos).

No novo modelo, seria eleito o candidato mais votado em cada distrito e os partidos registrariam apenas um candidato a vereador por distrito. Quem você acredita que seria indicado? Será indicado o que interessar ao "dono" do partido. E a possibilidade de alguém aparecer e surpreender o planejamento do "dono" do partido seria eliminada, acabando com qualquer possibilidade de alguma novidade na política.

Sem poder receber votos de eleitores de todo o município, candidatos que concentram suas plataformas no debate de ideias e representação de categorias ou grupos não adstritos a bairros, perdem a possibilidade de serem representados num mandato parlamentar.

O sociólogo Marcos Coimbra, na revista Carta Capital, já afirmou que nas democracias maduras a ideia do voto distrital vem sendo abandonada. O voto proporcional é muito mais favorável à representação de correntes minoritárias, à expressão ideológica e ao fortalecimento dos partidos políticos.

A QUEM INTERESSA O VOTO DISTRITAL?


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