terça-feira, 9 de setembro de 2014

SAÚDE PÚBLICA: A CRISE DAS UPAs



"JORNAL EXTRA
09/09/2014 06:00:41
UPAs do Rio em crise: na Barra, mulheres aguardam cinco horas e, sem pediatras, são encaminhadas a hospital
Pronto atendimento, só no nome. 
Mulheres que buscavam tratamento para seus filhos, nesta segunda-feira, depararam-se com uma espera de cinco horas e, só então, descobriram que as crianças não seriam recebidas pelos pediatras da Unidade de Pronto Atendimento da (UPA) da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
A orientação dos funcionários no início da noite, foi para que os pacientes fossem levados ao Hospital municipal Lourenço Jorge, também na Barra, isso em apenas um exemplo do descaso flagrado pelo EXTRA em cinco UPAs da cidade. 
Cheguei às 13h. O Miguel (seu filho, de 4 anos) estava com vômito, febre e dor no estômago. Fizeram a ficha, e passou pela triagem, mas nem examinado ele foi. ïsso às 18h30m, disseram que os pediatras não atenderiam mais , contou Vanessa Costa da Silva, de 22 anos, que às 20h40m, após nova triagem, ainda esperava o atendimento no Hospital Lourenço Jorge.
A ambulante Raimunda Villanir, de 39 anos, também chegou na UPA da Barra no início da tarde. Para que a filha Antônia de 4 anos, fosse medicada com remédio para vômito e febre, precisou fazer um escândalo, na descrição feita por ela própria.
Fiquei até agora plantada esperando, e ainda dispensaram todo mundo disse a camelô por volta das 18h30m.
Já a dona de casa Iara Nascimento, de 65 anos, chegou na UPA às 14h15m com um caroço nas costas. Fez a ficha, mas não foi atendida. Às 20h35m, seis horas e 20 minutos depois, desistiu e voltou para casa, na Gardênia Azul (Leiam mais)".
Imagem: Vanessa e Raimunda, com os filhos no colo, chegaram à UPA da Barra às 13h Foto: Marcelo Theobald 

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