segunda-feira, 22 de setembro de 2014

NOSSA DOR TEM NOME: ASSÉDIO POLÍTICO-ELEITORAL

Nos quase 20 anos em que fui adotado pelo Corpo de Bombeiros, me acostumei com a rotina de apresentação de candidatos por meus comandantes. Bastava iniciar o período de campanha eleitoral para que nossa rotina de serviço fosse alterada e que as "visitas" e "palestras" se tornassem cada vez mais frequentes.
Desenvolvi o hábito de votar nos candidatos apontados por meus comandantes impulsionado pelo meu desinteresse pela política. Acredito que assim como eu, muitos seguiram essa regra, e a prova concreta desse comportamento foi a eleição de um Coronel à deputado estadual.
Infelizmente o projeto político defendido na época pela cúpula do comando não deu os frutos prometidos, e o político Coronel não prosperou no áspero e competitivo terreno da política.
Essa decepção foi muito importante para o amadurecimento político da tropa, que não permite mais sua manipulação e está coletivamente escolhendo seus candidatos, e não mais confiando cegamente na indicação de nossos comandantes.
Essa ruptura cultural tem perturbado a cúpula do atual comando, que está vendo sua esperança de se manter no poder escorrer por entre seus dedos.
Desesperados, passam a intimidar e constranger oficiais e praças. 
Reuniões com seus candidatos são marcadas e os "convidados" obrigados a comparecer. Os oficiais são os que mais sofrem e já me pedem socorro.
Vou me reunir amanhã com os técnicos do TRE para encontrar uma medida com o fim de poupa-los deste constrangimento.
Esse constrangimento tem nome, é o assédio político-eleitoral e pode ser denunciado ao Ministério Público
Registre com imagens e áudios os constrangimentos e recorra ao judiciário.  



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