sexta-feira, 22 de agosto de 2014

VAMOS MANTER BILHETE ÚNICO SOBRE CONTROLE DO ESTADO



Garotinho diz que manterá Bilhete Único sob a tutela do Estado 
Candidato garantiu que o benefício destinado ao trabalhador será controlado pelo estado, e não mais pelos empresários de ônibus
O candidato ao governo do Rio pela coligação Força do Povo (PR-Pros-PT do B), Anthony Garotinho, afirmou, nesta quinta-feira (21), após se reunir com membros da Associação Comercial do Rio, que manterá o Bilhete Único para o trabalhadores, mas com um adendo: no seu governo, o controle do benefício ficará a cargo do poder público, e não dos empresários. “O transporte é um caos, mas o Bilhete Único será mantido, mas ele precisa passar para o controle do estado. O que não pode é a empresa de ônibus dizer quanto que ela tem que receber do estado. É o mesmo que botar a raposa para tomar conta do galinheiro”, comparou Garotinho, salientando que se for eleito irá tentar renegociar a dívida pública do estado, buscando a ampliação dos prazos de pagamento como uma forma de solucionar o que considera a grave crise financeira do estado. 
O candidato reafirmou que manterás as UPPs, mas que irá aperfeiçoar o modelo de policiamento nas comunidades. Garotinho voltou a dizer que irá criar o Batalhão de Defesa Social, unidades que, segundo ele, servirão como referência, ficando responsáveis por uma maior aproximação com a comunidade. Ele frisou que além de fazer voltar os programas sociais extintos pelo governo Cabral/Pezão, o Batalhão de Defesa Social abrigará postos do Sine e ainda uma representação da Defensoria Pública. “A única forma de você integrar é sem excluir ninguém. Este governo não prende os bandidos”, denunciou o candidato, que defendeu a utilização das tropas federais na segurança pública somente em situações excepcionais. 
Garotinho disse ainda que criará uma central única de regulação de leitos no estado, como forma de evitar que os pacientes fiquem peregrinando pelos hospitais com risco de morrerem. Ao ser indagado sobre qual será o seu relacionamento com as diferentes esferas de poder num eventual governo, Garotinho ressaltou que pretende manter uma boa relação com todos. Lembrou que quando era governador do estado, mantinha uma boa relação com o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. 
O candidato foi enfático ao comentar sobre o seu eventual entendimento com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, do PMDB. “Uma coisa é relacionamento, a outra é submissão. Relacionamento eu tenho com todo mundo. Relação de submissão, isso não é bom”, avaliou Garotinho, numa clara referência à relação entre Paes e o ex-governador, Sérgio Cabral. “Se tenho certeza de que se o Eduardo Paes fosse consultado, ele certamente teria dito ao Cabral para não viajar a Paris todo fim de semana, não fazer farra, não dançar com guardanapo na cabeça”, afirmou Garotinho, em alusão ao célebre episódio em que Cabral se deixou fotografar, durante um jantar num sofisticado restaurante na Europa, com membros do seu governo e com o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, que ganhou projeção nacional após se envolver numa série de denúncias de corrupção.

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