segunda-feira, 18 de agosto de 2014

MORADORES DA ROCINHA RECLAMAM DA FALTA DE SEGURANÇA E DE DESCASO

É preciso investir nas obras de infraestrutura.



"JORNAL DO BRASIL
17/08 às 12h00 - Atualizada em 17/08 às 12h53
Rocinha: "Falam de aproximação com o morador, mas a entrada da UPP é um terror" 
Louise Rodrigues* 
Moradores da comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, continuam tendo problemas de segurança e descaso. A comunidade, que teve sua primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) inaugurada no dia 20 de setembro de 2012, ainda aguarda o avanço total da infraestrutura na localidade, um dos carros chefes do projeto, pelo menos no papel. Não bastassem as obras não concluídas ou atrasadas do PAC 1 e a preocupação com o PAC 2, os moradores têm que lidar com desdobramentos dá má administração pública. A reclamação é que o caminho que leva à UPP, em uma localidade conhecida como Sítio Portão Vermelho, facilita a ação de criminosos e oferece riscos aos pedestres e motoristas.
Segundo o morador e colunista do Jornal do Brasil, Davison Coutinho, que é uma das lideranças comunitárias, “o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] construiu um parque ecológico no local, abandonou as obras e o resultado é um caminho de barro esburacado e escuro, onde transitam moradores com muita dificuldade e medo”. Davison diz ainda que “as crianças voltam da escola em grupo com medo do caminho e os veículos sobem com muita dificuldade”. 
Para o líder comunitário, “o governo do estado nos últimos anos vem pregando nos comerciais e discursos a retomada das favelas com a política de pacificação. Na Rocinha, a UPP perdeu a credibilidade com os moradores depois da morte do pedreiro Amarildo. No entanto, os moradores não são contra a política de pacificação, mas são contra a posição do Governo em oferecer apenas policiais em meio aos diversos problemas da comunidade”. 
Ele ressalta ainda que “a UPP chegou, mas os serviços necessários para a Rocinha ainda estão longe de estarem acessíveis a nossa população. A comunidade ainda não é tratada como parte integrante da cidade e sofre com a deficiência do poder publico. Essa é mais uma prova do descaso na Rocinha”. E completa: “Falam em aproximação do morador com a UPP, mas a entrada para base é um terror” (Leia mais)".

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