quarta-feira, 16 de julho de 2014

HUMANIZAR A POLÍCIA MILITAR E O CORPO DE BOMBEIROS MILITAR



Ontem, publiquei um artigo comentando uma notícia publicada no Jornal Extra.
Expliquei que precisamos modernizar e humanizar as legislações relacionadas diretamente com os Bombeiros e Policiais Militares, citando os Regulamentos Disciplinares e os Estatutos, como exemplos.
Penso que essa necessidade urgente dos militares estaduais também faça parte dos anseios de outras categorias do funcionalismo público, tão desvalorizado pelo governo Cabral-Pezão.
A carga horária também é uma preocupação que afeta os funcionários públicos e que no caso específico dos Bombeiros Militares, Policiais Militares e Policiais Civis pode produzir risco de morte para a população.
As ações desses profissionais são decididas em grande parte das ocorrências em frações de segundo e uma decisão errada pode custar a vida deles e a vida de terceiros, considerando que sem o devido repouso fica muito difícil manter o equilíbrio emocional e físico para decidir e agir com correção.
A carga horária (escala de serviço) será uma preocupação nossa tendo em vista que ela deve ser adequada para proporcionar a indispensável recuperação física e emocional para o bom desempenho das suas missões eivadas de riscos.
Esse é outro exemplo dos nossos objetivos para buscar humanizar o tratamento oferecido pelo governo aos servidores públicos, aos funcionários que servem à população do estado do Rio de Janeiro.
Qual a produtividade que a população pode esperar de um Policial Militar que não teve o descanso indispensável e está exausto nas ruas, após uma sequência de serviços extras?
Nenhuma!
Pior, as chances dele cometer um erro caso tenha que atuar em uma ocorrência e fazer uso de arma de fogo é muito grande.
Como pretender que um Bombeiro Militar consiga enfrentar o mar bravio e resgatar pessoas que estejam se afogando se ele está fisicamente desgastado?
Os Bombeiros Militares, os Policiais Militares e os Policiais Civis são heróis, arriscam suas vidas em defesa da população, mas não são super homens, não podemos fazer tal confusão, eles precisam repor suas energias através do repouso e do lazer.
Igual raciocínio podemos empregar para a carga horária dos profissionais da educação e da saúde, citando dois exemplos.
Como esperar sucesso no processo ensino-aprendizagem com professores esgotados na correria entre escolas?
Como esperar sucesso em uma cirurgia com médicos, enfermeiros e anestesistas sem as condições físico-emocionais adequadas?
No final sofrem o funcionalismo e a população.
Humanizar o funcionalismo, eis a missão.

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