GOVERNO PEZÃO - SEDE DO IML AGONIZAM NO RIO E NA BAIXADA - MP E TCE INVESTIGAM



"JORNAL O DIA
10/07/2014 00:06:58
Sedes do IML no Rio e na Baixada agonizam
Falta de materiais básicos, como luvas descartáveis para o serviço, e escassez no número de peritos e legistas, fazem parte da realidade destas unidades 
Rio - Responsável pela realização de perícias e laudos nas áreas de identificação, criminalística e Medicina Legal, a Polícia Técnica e Científica do estado passa por uma grande crise. Postos e Institutos Médicos-Legais (IMLs) caindo aos pedaços, falta de materiais básicos, como luvas descartáveis para o serviço, e escassez no número de peritos e legistas, fazem parte da realidade destas unidades. 
No prédio do posto de Campo Grande, na Zona Oeste, a situação é caótica. Já na entrada principal da unidade é possível notar o descaso. Cartazes com avisos ‘porta com defeito’ denunciam o abandono. Além de outras portas interditadas e danificadas, o local ainda possui rachaduras e infiltrações nas paredes, cadeiras quebradas e jogadas no pátio. Ladrilhos se soltando no alto da parte externa do prédio são sinais de perigo. 
Nos IMLs de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o cenário não é diferente. No posto que fica no subsolo da 59ª DP (Duque de Caxias) e o necrotério do IML no bairro 25 de Agosto, ambos em Caxias, funcionários trabalham com diversas irregularidades. Em junho, O DIA denunciou as mazelas na unidade de Nova Iguaçu. 
“Peritos estão trazendo de casa máquinas fotográficas para o trabalho de rua. Ainda compram do próprio bolso luvas e material para isolamento de local de crime. A situação é vergonhosa. Em Campo Grande, os peritos também estão tirando plantão em Angra dos Reis por falta de profissionais naquela região”, afirmou um perito criminal que não quis se identificar.
De acordo com informações dos funcionários de Caxias, todo o quadro elétrico do Instituto Médico-Legal está precário e há risco de choque ou incêndio. As geladeiras onde são guardados os corpos estão com as portas enferrujadas e danificadas. “Pisos estão quebrados e dificultam a limpeza, com acúmulo de resíduos biológicos. Quem trabalha neste local, corre o risco de ser contaminado”, desabafou um perito (Leia mais)".