SOMOS UM RIO. DE COVARDIA, DESESPERO, DESRESPEITO, ...

Tenho sido cobrado por amigos e eleitores providências para responsabilizar as pessoas que indevidamente tentaram me expulsar do quartel de Guadalupe dois dias atrás. 

Contudo a luta corporal empreendida para me defender da execução de uma ordem ilegal e absurda deixou marcas. Os hematomas, as contusões e lesões nas articulações e ossos vão desaparecer em algumas semanas, mas a sensação de ver sua vida e integridade física ameaçada por irmãos de farda, dentro de sua 2ª casa, vai levar um pouco mais de tempo para curar. 

Por isso dei prioridade para me certificar da intensidade das lesões e iniciar o tratamento imediatamente, até porque fica difícil trabalhar com dor. 

Dessa forma, já com o braço imobilizado e medicado, fui na Corregedoria Unificada. Lá o corregedor não veio me atender e escalou um capitão da PMERJ para registrar meu depoimento. No depoimento não indiquei nenhum responsável pelas ações, vou deixar para a corregedoria esse trabalho, afinal, eles devem saber quem participou da atrapalhada e vergonhosa tentativa de expulsão.

Depois compareci na AJMERJ e relatei o ocorrido pessoalmente para a Dra Ana Paula, que agendou uma reunião minha com os promotores da auditoria de justiça militar.

O grande X da questão é que a apuração deverá ser presidida por um coronel Bombeiro escolhido pela própria corregedoria, mas esta participou da tentativa de expulsão de um major e vereador, ou seja, não tenho muita esperança de que alguém seja responsabilizado pelo que aconteceu. Na verdade, as imagens das câmeras de vigilância já devem ter sido recolhidas, e os bombeiros da guarda devidamente instruídos a falar que não viram nada.

A única esperança de que esse vergonhoso acontecimento sirva para reeducar o comportamento dos meus algozes é a exposição na mídia, então, se você quer ver alguém sendo responsabilizado, encaminhe o vídeo para seus amigos, para jornais, rádios e canais de televisão.

Dia 15 de Abril é a formatura do CHOAE, estarei lá, vou entrar andando novamente, e dessa vez com um braço imobilizado, o que deve facilitar o trabalho dos agentes da corregedoria, mas tenham certeza, de que não vou medir esforços para resistir ao cumprimento dessa ordem absolutamente ilegal.