sexta-feira, 18 de abril de 2014

RIO: 80 PMs BALEADOS EM 2014



Ontem, mais dois Policiais Militares foram baleados no Rio de Janeiro, isso no Complexo do Alemão.
Graças a Deus eles não correm risco de morte.
Hoje o jornal O Dia destaca que 80 (oitenta) Policiais Militares foram baleados no Rio de Janeiro em 2014, isso é uma catástrofe em termos de segurança pública. 
Se o próprio agente público encarregado de servir e de proteger à população está exposto a tamanho risco, o diagnóstico é óbvio: a gestão da segurança pública é um  fracasso.
Eu já escrevi que policiais não foram criados para serem mortos, a morte de um policial é uma tragédia em qualquer país que integre o mundo civilizado, mais no Brasil os governantes insistem em banalizar esse fato, como se fosse algo próprio da natureza do serviço, mas não é, o que é inerente ao serviço é o risco, mas cabe ao governo minimizá-lo ao máximo, quer seja pela utilização dos equipamentos de proteção individual adequados, quer seja pela forma de emprego dos policiais.



Nas UPPs, o erro do governo foi grosseiro, em face do seu interesse eleitoral.
Jogar, o verbo correto é esse, jovens Policiais Militares, sem as condições adequadas, sem o treinamento indispensável e sem a experiência operacional para policiar becos e vielas infestados de traficantes, foi o mesmo que condená-los aos ferimentos e às mortes.
Antes de implantar uma UPP os traficantes tinham que ser presos e suas armas apreendidas, alguma dúvida que a estratégia tinha que obrigatoriamente ser essa?
Não fizeram isso sob a alegação de que estavam evitando confrontos, os confrontos que hoje estão matando os jovens Policiais Militares em autênticas armadilhas.
Não era muito melhor confrontar quando se tinha um efetivo muito grande nessas comunidades e composto por Policiais Militares experientes como os do BOPE e do Choque?
Claro que sim, isso é óbvio.
Onze foram assassinados, um número bem maior foi ferido, nessas "comunidades pacificadas".
Volto a escrever: quem está ferindo e matando os PMs é o governo e a sua crônica ineficiência na área da segurança pública.


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