sexta-feira, 4 de abril de 2014

NÚMERO DE ASSASSINADOS E DE DESAPARECIDOS NA "DEMOCRACIA" DE SÉRGIO CABRAL


Os cinquenta anos da intervenção militar no Brasil trouxe com mais força as manifestações sobre os mortos e os desaparecidos ao longo dos governos militares, números que envergonham a todos nós.
O período não democrático durou 21 anos.
O livro "Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985)" trás números de desaparecidos e mortos na ditadura (Link).
(...) Esta versão relacionou 358 vítimas do período ditatorial, sendo que 138 são desaparecidos políticos no país (...).
O governador Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro de janeiro de 2007 até abril de 2013 e sensibilizado pelos mortos e desaparecidos da ditadura, determinei uma pesquisa sobre os cidadãos assassinados e os desparecidos no governo Sérgio Cabral.
A busca foi feita no ISP/RJ (Link) e não estão incluídos nos resultados os números de todo ano de 2013 e os três primeiros meses de 2014.
Número de cidadãos fluminenses assassinados:
> 30.719.
Uma média de 5.119 por ano.
Número de cidadãos fluminenses desaparecidos:
> 32.048.
Uma média de 5.341 por ano.
Se aplicarmos apenas com fins didáticos as médias ao ano de 2013, passamos a ter:
Número de assassinatos:
> 30.719 + 5.119 = 35.838 cidadãos assassinados.
Número de desaparecidos:
> 32.048 + 5.341 = 37.389 cidadãos desaparecidos.
Ninguém quer comparar esses números para justificar as mortes e os desaparecimentos atribuídos aos governos militares, isso é injustificável, mas é preciso mostrar esses números para se constatar a tragédia que vivenciamos no período democrático que o governador Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro.
Em UM ANO foram assassinados DEZ VEZES MAIS e desapareceram DEZ VEZES MAIS cidadãos brasileiros que nos VINTE E UM ANOS dos anos de chumbo.
Não custa lembrar que o governo pode praticar homicídios dolosos, tendo a intenção de eliminar inimigos, mas também pode praticar homicídios sem esse dolo claro, quando não exerce com eficácia as suas missões na área da segurança pública e também na área da saúde pública, sendo que não computamos nos números citados os homicídios culposos que o governo praticou nos hospitais públicos.

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