BA: A INEXPLICÁVEL PRISÃO DO VEREADOR PRISCO



Os Policiais Militares da Bahia desenvolveram um movimento grevista que durou poucos dias mais foi suficiente para levar o caos às ruas das principais cidades baianas. Tropas federais foram chamadas para substituírem os Policiais Militares grevistas.As negociações avançaram, o governo atendeu às solicitações e a paralisação foi encerrada.
Tudo parecia resolvido quando eclode a notícia da prisão do Vereador Prisco, apontado como líder da greve.
A prisão não foi referente ao movimento atual, mas sim ao movimento de 2012, quando ele também liderou a greve na Bahia e existiam movimentos também em outros estados, o que fez com que os governantes alegassem que estava sendo organizada uma greve nacional de Policiais Militares e buscassem enquadrar os movimentos na Lei de Segurança Nacional, uma grande invenção.
No Rio de Janeiro, Bombeiros e Policiais Militares que participaram da mobilização salarial foram presos e ilegalmente encarcerados em Bangu 1 sob idêntica alegação falaciosa, uma afronta aos seus direitos e as suas prerrogativas, pois deveriam ser acautelados em quartéis, nunca em presídios ou penitenciárias.
Segundo o noticiário, prenderam Prisco baseado nesse processo que faz referência à Lei de Segurança Nacional, todavia esqueceram que todos os Bombeiros e Policiais Militares que participaram do movimento de 2012 foram anistiados criminalmente pela Presidente Dilma e administrativamente pelos governos estaduais.
Salvo melhor juízo, Prisco foi anistiado criminalmente, como justificar essa prisão se o crime foi anistiado?
Além disso, como militar estadual, Prisco não pode ser colocado em um presídio comum, isso é ilegal.
Como não poderia deixar de ser a prisão de Prisco realimentou o movimento grevista que já tinha sido interrompido.
Leia algumas das notícias sobre o fato:
- Prisão de Prisco: PMs se aquartelam na Bahia e comando tenta acalmar a tropa (Leiam).
- Deputado estadual Capitão Tadeu conclama a tropa para novo movimento (Leiam).
Após essa desastrada ação dos governantes, não podemos avaliar o que poderá ocorrer na Bahia.
Vale fazer uma colocação muito importante: governantes civis que tanto criticam as arbitrariedades que foram cometidas nos governo militares, parecem que querem dar o troco praticando arbitrariedades contra os militares federais e estaduais, sendo que os Bombeiros e os Policiais Militares tem sido as vítimas preferenciais.
Governantes rasgam a legislação, uma ação que só pode ser encarada como ditatorial, para prejudicarem Bombeiros e Policiais Militares.
O governo Cabral-Pezão fez isso no Rio de Janeiro em 2011 e 2012, diante de um Ministério Público inerte e de um Judiciário complacente,. pois até a presente data ninguém foi responsabilizado pelo encarceramento criminoso de Bombeiros e de Policiais Militares em Bangu 1.
Vivemos em uma ditadura civil?
Deixo  a pergunta para sua reflexão.
Foto: Deputado Federal Mendonça Prado, eu e Prisco.