sexta-feira, 4 de abril de 2014

A MILITARIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO



No ano passado uma tem foi recorrente nos protestos: a desmilitarização das Polícias Militares brasileiras.
Raro foi o protesto no qual faixas e cartazes não pediam a desmilitarização das PMs.
No Rio de Janeiro não foi diferente, inclusive grupos de desordeiros promoviam o enfrentamento direto com os Policiais Militares para depois dos confrontos exibir os excessos da tropa para sustentarem a tese de desmilitarização das PMs.
Só um tema esteve mais presente no Rio que a desmilitarização: o Fora Cabral!
O Fora Cabral esteve presente em todos os atos. 
Ocorreu nos realizados por centenas de milhares de cidadãos fluminenses como vivenciamos na avenida Presidente Vargas e ocorreu também quando o protesto reunia meia dúzia. O sentimento de desprezo pelo governador foi uma unanimidade nos protestos.
O tema desmilitarização das Polícias Militares é objeto de antigas discussões, mas nunca foi tratado com o estudo aprofundado e multidisciplinar que a questão merece. Ao contrário, as vozes que se levantam nessa direção sempre fazem uma abordagem superficial, eis a verdade. Eu defendo que esse estudo seja realizado antes de nos deixarmos levar por achismos dos que atacam e dos que defendem a militarização.
O povo venceu, Cabral renunciou, mas deixou como legado um estado destruído na área da segurança pública, quem conhece bem o tema sabe que essa é a verdade, mas quem se deixa enganar pela imprensa pensa de modo diverso com certeza. A imprensa manipulou muitas informações na área e criou um quadro irreal que muitos aceitaram sem parar para pensar.
O último ato de Cabral na área foi militarizar a segurança pública com a implantação da GLO no Complexo da Maré, parte do território fluminense onde o comando das ações de segurança pública mudou de mãos, passando a ser exercido pelas Forças Armadas.
O fracasso do governo Cabral na segurança pública provou como é importante a organização militar para atuar em algumas ações de segurança pública.
Perdidos com a série de assassinatos de Polícia Militares nas UPPs, Cabral e Beltrame tiveram que solicitar novamente o apoio das Forças Armadas, mas dessa vez a situação é muito diferente da que ocorreu na ocupação do Complexo do Alemão, quem conhece o texto da GLO sabe a verdade.
Cabral e Beltrame sempre se mostraram favoráveis à desmilitarização das Polícias Militares, mas acabaram tendo que pedir socorro para as Forças Armadas para que seus efetivos realizassem as ações de polícia no Complexo da Maré.
Militares atuando como polícia ostensiva, tudo que eles condenam.
No Rio de Janeiro, olhando rapidamente para o cenário criado por Sérgio Cabral, acabamos concluindo que o momento de vitória é dos que pedem as Forças Armadas nas ruas e não dos que pedem a desmilitarização das PMs.

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