quinta-feira, 27 de março de 2014

SUS: FALTAM MÉDICOS E ENFERMEIROS EM 81% DOS HOSPITAIS



Os números assustam.
De acordo com o SUS faltam médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais-gerais.
Isso por si só explica o péssimo atendimento médico recebido pela população, pois sem médico e sem enfermeiros um hospital não pode funcionar adequadamente.
É hora do governo identificar as causas e suprir essa carência com médicos e enfermeiros brasileiros, bom que escreva.
A população tem o direito de se curar, cabe ao governo promover as condições para eu isso ocorra.
"O GLOBO
TCU aponta que faltam médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais-gerais do SUS
Auditoria mostra que faltam medicamentos e ataduras em 56% dos estabelecimentos, por falhas em licitações
Vinicius Sassine
Publicado: 26/03/14 - 18h17 Atualizado: 26/03/14 - 18h36
BRASÍLIA - A realidade de penúria nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), vivenciada diariamente pelos brasileiros que dependem da saúde pública, aparece com clareza numa auditoria inédita do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada nesta quarta-feira pelo plenário do tribunal. Depois de visitarem 116 hospitais-gerais e prontos-socorros em todas as unidades da federação, os auditores do TCU concluíram que 81% das unidades têm déficit de médicos e enfermeiros e em 56% faltam remédios e ataduras em razão de falhas nas licitações.
A falta de equipamentos mínimos, como monitores e ventiladores pulmonares, leva ao bloqueio de leitos em 77% das unidades visitadas. Na gestão da presidente Dilma Rousseff, a quantidade de leitos ofertados pelo SUS diminuiu 3,2%. São 11,5 mil leitos a menos de 2010 para 2013, como cita a auditoria aprovada em plenário. A redução ocorreu em basicamente todo tipo de internação. No ano passado, a média no Brasil era de 2,51 leitos por mil habitantes. A média dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 4,8 leitos. Na União Europeia, chegou a 5,3. A auditoria aponta que, segundo a OCDE, nos últimos dez anos, foi registrada queda média de 2% ao ano no número de leitos nos países da União Europeia.
O TCU também fiscalizou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, cujo conselho é formado por quatro ministros – da Saúde, Casa Civil, Justiça e Fazenda. No relatório votado pelos ministros, são reproduzidas as últimas auditorias feitas no colegiado, responsável por definir o preço máximo de comercialização de medicamentos no país (Lea mais)".

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