SUPERVIA, O INFERNO DOS USUÁRIOS



"Embarquei em Ricardo de Albuquerque e fiquei na porta porque o trem estava muito cheio. Nós achamos que o trem iria sair do trilho, pois começou a trepidar muito. A Supervia não deu nenhum tipo de informação e me sinto envergonhada por me submeter a isso", diz Sandra, lembrando que o trem não tinha ar-condicionado (Fonte).
O desabafo da senhora Sandra, uma das vítimas do acidente com trem da Supervia ocorrido nessa manhã, resume o sofrimento dos usuários dos trens urbanos no Rio de Janeiro. 
Após mais de sete anos de governo, Sérgio Cabral não conseguiu fazer com que os trens funcionassem de modo a atender dignamente a população fluminense.
Cabral faz parte do grupo de políticos que tem por hábito jogar a culpa no passado. aliás, Eduardo Paes frequentou a mesma escola. 
O governador costumeiramente se desculpa usando a expressão "foram anos de atraso", jogando a culpa no colo dos seus antecessores, isso a cada falha do seu governo.
A população cansou de desculpas e não esqueceu das promessas que Cabral fez durante as duas campanhas eleitorais que participou, mas parece que ele esqueceu.
Certamente, foram anos de abandono, inclusive os atuais sete anos da gestão Cabral, pois o transporte público continua sendo um martírio para os usuários.
Trens, barcas, ônibus e metrô são infernais.
Uma nova campanha eleitoral se aproxima e o partido de Cabral voltará com as promessas, dessa vez para tentar eleger Pezão, o vice que durante esse período ajudou Cabral a "não" melhorar os transportes públicos.
Cabral é Pezão, Pezão é Cabral.
Não caia novamente na armadilha das promessas.