SAÚDE PÚBLICA: FALTA DE MÉDICOS VIRA CASO DE POLÍCIA NO RIO



 
 
O prefeito Eduardo Paes agravou tanto a crise na saúde pública que a área virou caso de polícia.
Leiam a matéria que se segue e perceba a gravidade da situação que estamos vivendo no Rio de Janeiro e o risco a que todos nós estamos expostos.
Não custa lembrar ao leitor que não importa o plano de saúde que você pague, pode ser o mais caro, caso você sofra um mal súbito ou um acidente na via pública, você será levado para um hospital público.
Não esqueça dessa verdade.
Ela vale para você e para todas as pessoas que você ama.
Desculpe a minha colocação, mas imagine um familiar seu sendo atendido no chão, como a fotografia comprova.
"JORNAL EXTRA
27/02/14 06:00
Único clínico na emergência do Salgado Filho, médico registra queixa na delegacia. Este ano, foram pelo menos quatro casos
Flávia Junqueira
A falta de médicos na emergência do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, tem surpreendido até a polícia. Nas oito primeiras semanas do ano, pelo menos quatro boletins de ocorrência foram registrados por médicos clínicos na delegacia do bairro, a 23ª DP, para comunicar o fato de estarem sozinhos no plantão. Eles buscam se resguardar de um possível processo por omissão de socorro. O problema vem se repetindo aos domingos, quando a escala do plantão divulgada pela Secretaria municipal de Saúde (SMS) em seu site traz o nome de dois clínicos. No entanto, um deles está de licença médica desde janeiro, se recuperando de uma isquemia (derrame cerebral).
O registro de ocorrência 023-01381, feito na manhã do último domingo, traz o relato desesperado do clínico: “chegando ao seu local de trabalho, constatou que estava sozinho no plantão, ou seja, era o único médico de clínica médica na emergência; que tem como função passar visita na sala amarela com em média 50 pacientes, passar visita nos corredores superlotados, atender quem chega por meios próprios e quem chega trazido pelo bombeiro, além de avaliar as intercorrências (pacientes que têm o quadro agravado) dos andares de todo o hospital. O médico registra ainda “que toda chefia, coordenação e direção estão cientes que ele está sozinho (no plantão); e que não há chefia na equipe”.
— Esses médicos têm nos procurado e feito uma medida assecuratória de direito futuro. O que eles relatam é muito grave. Não quero que apenas ele se resguarde. Quero resguardar a população e não deixar acontecer o pior. A cada registro de ocorrência, expedimos ofício para o diretor do hospital, o Ministério Público, a Secretaria municipal de Saúde e, da última vez, também para o Conselho de Medicina — diz a delegada adjunta da 23ª DP, Débora Rodrigues (Leia mais).