POLICIAIS FEDERAIS AMEAÇAM PARAR DURANTE A COPA



Os Policiais Federais ameaçam fazer uma greve durante a realização da Copa do Mundo de Futebol 2014, conforme foi anunciado em protesto realizado ontem.
Eles tem uma pauta que passa pela valorização, por melhores condições de trabalho, pela modernização do Inquérito Policial e pela aprovação da PEC 51, a que trata da unificação das Polícias Civis e Militares, isso com a desmilitarização das Polícias Militares.
Interessante destacar que para todos que trabalham nas polícias estaduais (PMs e PCs) a Polícia Federal é  a que reúne as melhores condições de trabalho e seus integrantes recebem os melhores salários da área da segurança pública.
Obviamente, todos tem direito a buscar melhorias, portanto, as aspirações são um direito dos Policiais Federais, os quais estão se manifestando de forma organizada, ordeira e pacífica.
No tocante à possibilidade de greve durante a Copa, penso que muitas categorias profissionais usarão do mesmo expediente, não só pela repercussão internacional da mobilização, mas pelo fato de qualquer entrave para a realização do evento irá causar enorme prejuízo, o que é uma forma de pressão muito grande.
Além disso, não podemos esquecer que se existiu tanto dinheiro para reformar e construir estádios, certamente, existe dinheiro para valorizar o funcionalismo público.
"PF ameaça parar durante a Copa 
Com um elefante branco como símbolo, PF ameaça parar durante a Copa
Policiais pedem melhores condições de trabalho, reestruturação das carreiras e modernização dos inquéritos policiais 
Um grande elefante branco inflável é mais uma vez o símbolo de protestos de Policiais Federais, no Rio de Janeiro. Em frente à sede da instituição, na Praça Mauá, dezenas de profissionais participaram de manifestação nesta terça-feira (11) por melhores condições de trabalho, reestruturação das carreiras e modernização dos inquéritos policiais. A categoria amaça fazer greve durante a Copa do Mundo, em junho, se as reivindicações não forem atendidas pelo governo federal. 
No Rio, na terceira maior unidade da PF no país, a expectativa é que os 1,3 mil funcionários participem da paralisação nacional que se estenderá até quinta-feira (13), segundo o Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio. O presidente André Vaz de Mello, relata que os servidores estão sem perspectivas na carreira e se sentindo desvalorizados. 
“Estamos há anos chamando atenção, sem atrapalhar a população e gerar caos. Mas se o governo federal continuar dessa maneira, sem trazer nenhuma novidade, no zero a zero, vamos parar na Copa”, anunciou Vaz de Mello. Na avaliação dele, a paralisação das atividades durante a Copa traria mais visibilidade à categoria, assim como o movimento dos garis no Rio, que organizou uma greve para o período do carnaval. “Os garis escolheram o momento certo para chamar atenção”, disse. 
De acordo com o presidente do sindicato dos servidores da Polícia Federal, a desvalorização da categoria, além do adoecimento dos profissionais, tem provocado abandono da carreira e pode deixar a população vulnerável, inclusive a ações de terrorismo. “Não há um cultura de terrosismo no país, mas com esses grandes evento, sempre é uma possibilidade”, disse Vaz, em referência à Copa e às Olimpíadas. Segundo ele, cerca de 250 policiais deixam a carreira por ano. 
Durante o protesto de hoje, agentes, escrivães e papiloscopistas também defenderam a modernização dos inquéritos policiais, que classificaram como burocráticos e obsoletos, tal qual um elefante branco entre a população e o acesso à Justiça: “Praticamente 96% dos inquéritos policiais, falando francamente, não dão em nada”. Segundo Vaz, perde-se tempo com prazos e com depoimentos, que podem ser alterados no curso do processo judicial.
A reestruturação da segurança pública, com a unificação e desmilitarização das polícias, também está entre as reivindicações dos policiais. Projeto com essas mudanças tramita no Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/2013, do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Um dos articuladores da proposta, que conta com apoio da corporação, é o antropólogo e um dos maiores especialista em segurança pública no país, Luiz Eduardo Soares. 
Procurados pela Agência Brasil, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal não comentaram a paralisação da categoria nem a ameaça de fazer uma nova greve durante a Copa (Fonte)".

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