PEZÃO DEFENDE MAS POVO QUER CORRUPTOS NO CAMBURÃO


 
Eu concordo com o povo.
Pezão não quer perder os amigos, pois a eleição já perdeu.
Conheçam a opinião de Pezão, o candidato de Cabral. 
"RIO 247
Pezão defende aliados acusados de receber propina
4 de Março de 2014 às 17:03
Rio 247 - O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB na sucessão estadual, defendeu dois aliados suspeitos de terem recebido propina da empreiteira Camargo Corrêa, depois do governo do Estado renovar a concessão do metrô. "Isso já tinha saído há três anos, é coisa antiga. Já foi tudo arquivado. É estranho", disse Pezão em entrevista no segundo dia de desfiles no sambódromo do Rio.
Segundo investigação da Polícia Federal, o secretário de Governo do Rio, Wilson Carlos Carvalho, e o ex-sócio do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), Carlos Emanuel Miranda, teriam recebido R$ 2 milhões em propina da construtora, valor que corresponde a 5% de um contrato de R$ 40 milhões. Os dois negam as acusações.
Conforme o jornal Estado de S. Paulo, Carvalho é secretário de Governo há sete anos e coordenou as últimas campanhas de Cabral. Miranda era sócio do governador na SCF Comunicação e Participações até setembro de 2013, quando a empresa foi extinta. De acordo com a PF, os dois aparecem como beneficiários de pagamentos suspeitos no Brasil e no exterior. No início da gestão Cabral, em 2007, a Metrô Rio contratou o escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados, do qual era sócia a mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Em 2010, a Camargo Corrêa foi a principal doadora na reeleição de Cabral, com R$ 1 milhão.
Segundo reportagem da revista Época, a propina teria sido paga em 2008 depois que a Opportrans, então controladora do metrô do Rio, quitou dívida do governo com a empreiteira. O pagamento da dívida teria feito parte de um acordo para que a concessão fosse ampliada, sem concessão, até 2038. De acordo com a revista, a Camargo Corrêa informou que o acordo com a Opportrans e o Estado foi homologado pela Justiça.
Segundo o Estado de S. Paulo, Pezão acompanhou os dois dias de desfiles do grupo especial ao lado do governador e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que não deram entrevista. No domingo, 2, Paes recebeu no camarote o presidente nacional do PT, Rui Falcão, convidado pelo vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT). Aliado desde 2007 no Estado, o partido rompeu com o Cabral e deixou o governo para lançar como candidato na sucessão estadual o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
(Fonte).
 Agora conheçam a opinião do povo nas ruas. 
"JORNAL DO BRASIL
03/03 às 17h51 - Atualizada em 03/03 às 18h19
O povo fala: denúncia sobre corrupção tem que acabar em camburão
Matéria de revista de grande circulação não pode ter fim na quarta-feira de cinzas
Cláudia Freitas
Às vésperas da maior festa popular do Brasil uma revista brasileira de grande circulação trouxe à tona mais um escândalo envolvendo o governo do Estado do Rio de Janeiro. A reportagem divulgada na última quinta-feira (27/2) apresenta detalhes dos documentos apreendidos na operação Castelo de Areia, deflagada pela Polícia Federal em março de 2009. A denúncia fala de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a construtora Camargo Corrêa e aliados do governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).
(...)
Blocos de rua em clima de "Fora Cabral"
Nos blocos de rua o assunto rendeu muitas críticas ao governo de Sérgio Cabral e inspirou os dizeres em cartazes. “Eu cheguei a votar no Cabral, mas com as coisas que estão acontecendo ele não será mais meu candidato. Nem ele, nem o Pezão. Estou muito insatisfeita com o governo dele, antes eu tinha uma vida mediana, mas agora meu nível está diminuindo cada vez mais. Eu acho que esses políticos deveriam estar em ‘cana’[cadeia]”, desabafou pensionista Teresa Nunes, 77 anos, moradora de Laranjeiras, enquanto pulava carnaval num dos blocos da cidade. O aposentado da prefeitura Carlos Antonio Gomes, 64 anos, foi mais agressivo na sua opinião. “Por mim o Cabral saia hoje do poder à bengalada. Ele e o Eduardo Paes deveriam sair do governo a pancadas. O governo é péssimo, ele, por sua vez, é um péssimo governador em todas as áreas: educação, saúde, segurança etc. Eu não votei nele e nem pretendo votar no Pezão, são todos ‘farinha do mesmo saco’", exclamou o aposentado.
Cláudia Andrade: 'governo péssimo'
Outra moradora do bairro de Laranjeiras, Claudia Andrade, 49 anos, acredita que a administração de Cabral decepcionou muito a população. “Eu estou achando o governo do Cabral péssimo. O maior problema é que as pessoas continuam votando nesse tipo de político corrupto. Eu acho que o voto não deveria ser obrigatório, assim não haveria pessoas como ele no poder. O estado nas mãos dele está piorando cada vez mais, e com Pezão seria o mesmo. Acho que vou anular meu voto, porque está difícil pensa em alguém”, disse ela enquanto acompanhava o bloco "Volta, Alice". No mesmo bloco e dividindo a mesma opinião com Cláudia Andrade, o técnico de informática Márcio Simões, 58 anos, acredita que "um governo que está no fim não deveria renovar concessão nenhuma. Isso era trabalho para o próximo governador decidir. O governo do Cabral já deu. Ele já roubou muito, já governou muito, agora chega”, disse.
Márcio Simões: "o governo Cabral já deu"
O funcionário público Luiz Carlos Rodrigues, de 61 anos, afirma que a corrupção na cidade aumenta a cada dia e o governo cai no descrédito. "Como pode um governo que cobra comportamentos do cidadão, como não parar o carro no local proibido e não jogar lixo nas ruas, tomar tantas decisões erradas. Cadê o exemplo? Quando o povo reivindica os seus direitos, como está acontecendo agora com os garis, eles nem dão atenção. Tem que haver uma renovação urgente", disse ele.
Já o aposentado Tito José de Oliani, de 66 anos, tem uma visão bem crítica das denúncias e comportamento do governo Cabral. "O que o governador e também o prefeito Eduardo Paes têm feito é olhar para os seus interesses comerciais, sem trabalhar para o bem da cidade. Basta a gente ver como está a situação da saúde, educação. Os direitos do cidadão estão acabando, como agora no caso dos garis. Tem que reivindicar mesmo. Eles estão certos. Não falta dinheiro para o governo melhorar as condições de vida e trabalho dessas classes", disse o aposentado.
A cuidadora Maria José, de 46 anos, considera que o carioca está vivendo um "fim de mundo", com tanta corrupção e violência urbana, em consequência das decisões erradas do governo local. "E quando o caso chega à Justiça, como esse envolvendo a equipe do Cabral, não acaba em nada. E tem mais, eles descobrem o esquema, mas será que vão descobrir e devolver o dinheiro?", questionou ela (Leia na íntegra).

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