sábado, 29 de março de 2014

DENÚNCIA: POLICIAIS E BOMBEIROS PRESOS EM BANGU 1, TRAFICANTE PRESA EM PRISÃO MILITAR


O governo Sérgio Cabral (PMDB) afrontou direitos e prerrogativas de Bombeiros e Policiais Militares que participaram de mobilização por melhores salários e por condições dignas de trabalho, encarcerando os militares estaduais na Penitenciaria Bangu 1.
O tempo da cobrança de responsabilidades por essa tortura física e mental está chegando, não perdem por esperar.
Enquanto Cabral rasgou a legislação e colocou Bombeiros e Policiais Militares em Bangu 1, o Poder Judiciário determinou que uma advogada acusada de envolvimento com o tráfico de drogas fique presa na Unidade Prisional da Polícia Militar.
Militares em penitenciaria e traficante em presídio militar.
Você consegue encontrar uma explicação?
"JORNAL O DIA
29/03/2014 09:52:58
Advogada detida em Unidade da PM alega obesidade e quer prisão domiciliar
Mulher que nunca usou farda é acusada de integrar uma quadrilha que negociava armas e drogas do Paraguai ao Rio 
A Unidade Prisional da Polícia Militar, o antigo BEP, possui 295 detentos nas carceragens de três galerias. E, num pequeno quarto sem grades, com banheiro próprio no lado de fora, está uma detenta que nunca usou farda. A advogada Nilza Leite da Silva, acusada de integrar uma quadrilha que negociava armas e drogas do Paraguai ao Rio, foi condenada a 13 anos de reclusão em primeiro grau, em outubro de 2013. No mês seguinte, o ministro Ricardo Lewandowski determinou a sua transferência para “uma sala, em unidade militar, sem grades, e que ofereça instalações e comodidades condignas.” 
Há quatro meses na unidade por causa de uma determinação da 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, Nilza requereu a revogação da custódia preventiva e a conversão em prisão domiciliar, alegando que tem 250 quilos e sofre de obesidade mórbida e hipertensão. O pedido foi indeferido, mas a advogada apresentou petição, argumentando que a PM não possui prisão especial com acomodações capazes de garantir a sua individualidade. 
Nilza já representou o traficante Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho. Mesmo preso, Piolho arquitetou o próprio resgate, enquanto estava em meio a uma audiência no Fórum de Bangu, no dia 31 de outubro de 2013. Na ação frustrada, um PM e um menino de 8 anos foram mortos. 
Com base em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça em 2009, a Polícia Federal do Mato Grosso identificou os integrantes da quadrilha chefiada por Geraldo Kern Ruschel, o Gaúcho. Mesmo atrás das grades, ele determinava as ações da quadrilha, repassando as ordens à advogada Nilza. Procurada, a Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto. 
Mesmo condenada, Nilza mantém cadastro na OAB
Mesmo presa e condenada em primeiro grau, a advogada Nilza Leite da Silva ainda possui cadastro ativo no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), com número de inscrição e até o número de telefone comercial.Procurada, a entidade informou que o caso deve ser levado ao Tribunal de Ética e Disciplina e que Nilza pode perder a carteira da OAB e o direito de exercer a profissão. 
As investigações feitas pela Polícia Federal do Mato Grosso começaram em 2009, a partir de informação recebida por interceptações telefônicas de traficantes do Rio, que estariam negociando drogas vindas do Paraguai. A polícia também identificou as participações de Wilson Carlos Weirich, o Russo, João Firme de Siqueira Filho, o Jota, Rita Telecher Ortiz e Lília Luiza Cardoso Pena.

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