segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PROTESTOS: POR QUE BELTRAME NÃO APRENDE A USAR A "TROPA DE BRAÇO"?



A atuação da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, gerida pelo Delegado de Polícia Federal José Mariano Beltrame, tem sido péssima no controle dos protestos que tem sido realizados pela cidade.
Beltrame não consegue nem garantir o direito de manifestação e nem impedir os atos de vandalismo.
Ele fica no meio do caminho de lugar nenhum.
Em São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública parece ter encontrado uma forma para melhor aplicação do efetivo da Polícia Militar, como evidencia a reportagem que transcrevo a seguir.
Beltrame poderia ter algumas aulas.
"SITE G1
22/02/2014 21h40 - Atualizado em 23/02/2014 00h36
PM usa 'Tropa do Braço' e detém cerca de 230 em protesto em SP
Grupo com 140 policiais sem armas 'cercou’ manifestantes no Centro
Policia usou estratégia em segundo ato contra a Copa deste ano em SP
Um protesto contra a Copa do Mundo, realizado neste sábado (22) no Centro de São Paulo, teve cerca de 230 detidos, segundo balanço da Polícia Militar à 0h30. Agências bancárias foram depredadas e houve confronto entre policiais e manifestantes. Segundo a PM, sete pessoas ficaram feridas: cinco policiais e dois manifestantes.
Foi a primeira vez que a polícia paulista usou a “Tropa do Braço”, um grupo de 140 policiais não armados e treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, que cerca e isola manifestantes.
Convocado pela internet, o protesto “Não vai ter Copa” teve início às 17h, na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação do Estado. A concentração fez com que a Feira da República fechasse mais cedo. Às 18h, cerca de mil pessoas protestavam no Centro, de acordo com a PM.
Por volta da 18h40, um grupo de mascarados, alguns deles carregando pedaços de pau, começou a quebrar portas de agências bancárias e orelhões, e a polícia usou bombas de efeito moral. Perto do Theatro Municipal, algumas pessoas atearam fogo a sacos de lixo e houve correria.
Manifestantes foram detidos para averiguação na Rua Coronel Xavier de Toledo, próximo a uma das entradas da estação Anhangabaú do Metrô. Com a ajuda de escudos e viaturas, policiais bloquearam a Rua 7 de Abril. Por volta das 21h, de acordo com o major Larry Saraiva, a PM já havia levado os cerca de 120 detidos para, ao menos, três delegacias da região central: 4° Distrito Policial (Consolação), 1° Distrito Policial (Liberdade) e 78º Distrito Policial (Jardins). No horário, os últimos ônibus com manifestantes presos deixavam a rua Coronel Xavier de Toledo. Durante o confronto, ao menos cinco policiais e dois manifestantes ficaram feridos. Ainda segundo a Polícia Militar, foi encontrado um coquetel molotov dentro de uma mochila deixada na estação Ana Rosa do Metrô. Câmeras de segurança captaram o momento em que a bagagem foi deixada, segundo a PM.
‘Tropa do Braço’
A PM usou policiais especializados em artes marciais para acompanhar de perto a manifestação. Eles carregavam capacetes, cassetetes e algemas. Ao longo do trajeto, eles seguiram em fila ao lado dos manifestantes. Quando houve o primeiro tumulto, os policiais fizeram um círculo e isolaram boa parte dos detidos para averiguação. Além da “Tropa do Braço”, policiais de outros grupamentos que normalmente participam de controles de distúrbios com uso de armas não letais, como Rocam e Força Tática, seguiam o ato (Leiam mais).

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