quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DENGUE ASSUSTA POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO



A dengue volta a assustar a população do Rio de Janeiro:
"JORNAL O DIA: 
12/02/2014 00:02:12 
Dengue: 93 bairros em alerta
Grande parte da Zona Norte do Rio está infestada pelo mosquito. Há pontos com risco de surto 
BEATRIZ SALOMÃO
Rio - Em 93 bairros do município do Rio, o índice de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, está acima do considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1% — dez imóveis com focos do inseto a cada mil. Em pontos que ficam dentro de sete bairros, a situação é pior: há alto risco de surto da doença. Um exemplo é a Comunidade da Chacrinha, no Rio Comprido, onde o índice é de 5,8%. 
Os bairros com locais específicos — a maioria favelas — com risco de surto (índice acima de 4%) são: Rio Comprido, Engenho da Rainha, Tomás Coelho, Piedade, Pilares, Abolição e ainda Paquetá. Já a região com maior percentual médio de imóveis com focos do mosquito foi a que inclui bairros como Madureira, Irajá e Pavuna, com 1,9%. Os dados são do primeiro Liraa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) de 2014, realizado entre os dias 5 e 11 de janeiro. 
Taxas menores do que 1% são satisfatórias; entre 1% e 3,9% indicam estágio de alerta; e acima de 3,9%, alto risco de surto de dengue. 
MAIS CASAS COM FOCOS 
O índice da região de Méier, Inhaúma e Del Castilho apresentou aumento em relação ao último levantamento, feito em outubro de 2013. A taxa subiu de 1,2% para 1,8%. Na Zona Oeste, bairros como Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Bangu e Realengo estavam dentro da margem de segurança da OMS (abaixo de 1%), em outubro. Porém, de acordo com o levantamento deste ano, a taxa chegou a 1,1%. O índice de infestação média da cidade foi de 1,2%, o menor para o período, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. “Para essa época do ano, é o melhor resultado desde que o Liraa é feito. Porém, algumas áreas precisam de atenção”, disse o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann. Para ele, condições habitacionais e geográficas são decisivas para o resultado do levantamento. 
O secretário lembrou que 75% dos focos estão dentro das residências e recomendou que cada morador gaste 15 minutos por semana vistoriando o domicílio. “Hoje a dificuldade de o agente entrar nos imóveis existe, mas é menor do que antes. Isso ajuda para os resultados”, afirma. 
A Zona Sul foi a que registrou o menor índice de infestação: 0,5%. Santa Cruz teve 0,7%, seguida do Centro, com 0,9%. Os agentes de vigilância ambiental vistoriaram mais de 122 mil imóveis em toda cidade. Em janeiro deste ano foram 331 casos de dengue notificados, contra 3.931 do mesmo mês em 2013.
CAIXA D’ÁGUA 
Mesmo que esteja devidamente coberta, é preciso observar se a tampa tem buracos ou rachaduras. Com tampa, mas orifícios, o local acaba sendo ‘melhor’ para o mosquito, já que ele prefere ambientes escuros no momento em que vai colocar os ovos. 
PLANTA 
O tradicional pratinho embaixo dos vasos de planta deve ser removido. Não é recomendado colocar areia, já que no local também podem ser postos ovos. 
LIXO ACUMULADO 
Resíduos depositados em locais incorretos e descobertos podem ser perigosos. A chuva abastecerá esses recipientes, que virarão criadouros do Aedes aegypti.
PNEUS E GARRAFAS
Os objetos devem ficar em local coberto e abrigado da chuva. Garrafas devem ser guardadas de cabeça para baixo. 
CALHAS
É importante remover as folhas e o lixo para que a água possa circular, sem formar possíveis criadouros do mosquito. 
MUTIRÃO 
Em dezembro de 2013, moradores de bairros da Zona Norte com altos índices de focos, como Colégio e Irajá, realizaram um mutirão para remover criadouros nas casas e orientar a população sobre o combate, com folhetos explicativos. A inciativa pode ser copiada em outros locais".

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