domingo, 16 de fevereiro de 2014

AS MILÍCIAS CRESCERAM NO GOVERNO SÉRGIO CABRAL



Na área da segurança pública o governo Sérgio Cabral, gerenciada pelo secretário Beltrame, teve uma só ação ao longo desses sete anos de gestão: implantar as Unidades de Polícia Pacificadora.
Se a ação foi única, único também o local da sua aplicação: a Capital, o município do Rio de Janeiro.
Aplicando nas UPPs um efetivo equivalente a quase 20 (vinte) Batalhões de Polícia Militar, Cabral e Beltrame conseguiram efeitos negativos inacreditáveis. Eles conseguiram encher as comunidades carentes de Policiais Militares, mas não conseguiram evitar que o tráfico continuasse funcionando e enfrentando esses Policiais Militares. Além disso, transferiram traficantes dessas comunidades para outros municípios e outros bairros, e, ainda, esvaziaram os efetivos dos Batalhões, enfraquecendo o policiamento ostensivo preventivo nas ruas.
Uma gestão trágica, apesar do apoio da imprensa.
Nesse cenário, apesar de anunciar a prisão de "centenas de milicianos", o governo permitiu a proliferação das milícias.
JORNAL EXTRA:
16/02/14 08:00 
Milícia agora explora a venda de cestas básicas na Zona Oeste do Rio
Marcos Nunes
A maior milícia do Rio está usando a fome alheia como uma nova fonte de renda. Investigações feitas pela Polícia Civil e a Secretaria de Segurança revelam que grupos criminosos da Zona Oeste já exploram a venda de cestas básicas a juros. Para forçar as vítimas a continuarem comprando comida das mãos da milícia — e, ao mesmo tempo, lavar dinheiro ganho com outras atividades criminosas — milicianos oferecem a venda de cestas com prazo de pagamento de 30 dias a quem não tem dinheiro para fazer as compras do mês.
Enquanto uma cesta é oferecida por estabelecimentos comerciais do Rio, pela internet, entre R$ 44 e R$ 170 — dependendo da quantidade de itens — quem cai na rede de exploração da milícia enfrenta uma realidade diferente. Depois de obrigatoriamente fornecer endereço e telefone, o cliente se compromete a pagar um preço (acrescido de juros) que, em alguns casos, ultrapassa os R$ 200. No mês seguinte, sem ter dinheiro para fazer compras e precisando quitar a dívida, a vítima acaba comprando de novo na mão da milícia.
— Quem não paga sofre consequências como ameaças, expulsão do bairro e até mesmo assassinatos. A cesta é uma forma de a milícia ganhar dinheiro. Temos investigações neste sentido em andamento e já concluímos inquéritos que traziam este tipo de crime — explica o delegado Alexandre Capote, titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) - (Leiam mais).

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