sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

SAÚDE PÚBLICA: O RIO DE JANEIRO ESTÁ CADA DIA MAIS DOENTE



A população do Rio de Janeiro padece com a prestação de serviços públicos de péssima qualidade, uma verdadeira tragédia social que tem causas nos três níveis de governo.
O cidadão fluminense está órfão de bons governantes e precisa lembrar disso quando for escolher seus candidatos nas eleições que se aproximam, caso contrário os problemas jamais serão resolvidos e o sofrimento passará de geração para geração.
Ontem, novamente, os usuários do sistema público de saúde padeceram nas filas e não receberam o devido atendimento.
Até quando o desrespeito pela vida humana continuará sendo uma prática comum nos serviços públicos do Rio de Janeiro. Ele começa pela insegurança pública que somos obrigados a conviver em todos os lugares e em qualquer horário e continua com o péssimo atendimento nos hospitais.
As soluções nunca aparecem e as desculpas continuam sendo as mesmas.
Leiam a reportagem do jornal Extra e fiquem horrorizado com o desrespeito com a vida humana:
JORNAL EXTRA
"10/01/2014 07:00:46
Pacientes enfrentam fila de até cinco horas no Hospital de Bonsucesso, mas saem sem marcar exames
Quem foi ao Hospital Federal de Bonsucesso, na última quarta-feira, se assustou com a fila. Segundo funcionários e pacientes, mais de 500 pessoas foram à unidade, tentar marcar um exame para uma das especialidades oferecidas. O hospital recebe sempre, um dia por mês, todos os pedidos dos pacientes. Desta vez, foi na quarta. E, debaixo de forte calor, muita gente, no entanto, após mais de cinco horas de espera, voltou para casa sem conseguir a marcação. O caos chamou a atenção de funcionários. Dona Adélia dos Santos Figueiredo Taveira, uma idosa de cabelos brancos no alto dos seus 75 anos, por exemplo, chegou, na unidade às 6h10m. Ela já tem uma consulta marcada no setor de gastroenterologia, no dia 16 de fevereiro, e, até lá, precisa fazer uma ultrassonografia abdominal. Ela conta que, às 11h de quarta, recebeu a informação de que não conseguiria marcar o exame. E que receberia em casa uma ligação com a informação da data. Voltou para casa, em Guadalupe:
 —Era muita gente na fila. Não sei se não tinha vaga, mas o fato é que não consegui agendar o meu exame — diz ela, que procurou a ouvidoria do hospital para reclamar da situação.
Um funcionário contou que havia muitos idosos na fila. Muitos deles tinham que ficar em pé. A certa altura, a fila dava volta no hospital, partindo do setor de marcação de consulta, em frente à Praça da Liberdade, no centro do terreno da unidade. O calor era infernal. Por volta de 10h, a fila teria sido transferida para a porta do prédio da maternidade. Só então, algumas pessoas, como dona Adélia, teriam sido levadas para o segundo andar do edifício, onde há ar-condicionado e água gelada.
— O Hospital Federal de Bonsucesso passa por sérios problemas. A emergência, por exemplo, está, há três anos, alojada em três contêineres. O prédio está em obras. Sobre a fila, nós encaminhamos uma denúncia para a Defensoria Pública da União. Eles disseram que vão pedir explicações à direção — disse o diretor do departamento jurídico do Sindicato dos Médicos, Júlio Noronha. 
Demanda
Segundo o HFB, houve uma demanda inesperada para marcação de exames de ultrassonografia e tomografia, por conta de ausências e cancelamentos no período de férias, por parte dos pacientes. Cerca de 200 (e não 500) pessoas compareceram ao HFB e receberam senha. Informou ainda que todos os pacientes foram atendidos. Climatizado
O hospital disse ainda que, para evitar eventuais desconfortos durante a espera, os pacientes foram encaminhados ao auditório do hospital, que é climatizado, para aguardar o atendimento.
‘Nem sempre tinha um lugar para eu me sentar na fila’
Depoimento da aposentada Adélia dos Santos, de 75 anos:
“Eu acordei às 4h. Peguei dois ônibus para chegar ao hospital. Saí de Guadalupe. Por volta de 6h30m, já na fila, os seguranças deram cafezinho. Na fila, só de vez em quando eu conseguia sentar. Nem sempre tinha lugar. Tenho varizes nas pernas e sinto dores. Por volta das 10h, a gente subiu para uma sala com ar.”

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