terça-feira, 14 de janeiro de 2014

RIO: O DRAMA DE CADA UM EM UM ESTADO ABANDONADO



A má gestão de governantes afeta a vida da população como um todo ou em parte. Isso é tão rotineiro que acabamos esquecendo os dramas individuais que acabam ficando esquecidos diante dos dramas coletivos. 
A tragédia da Região Serrana completa três anos sem que várias questões tenham sido solucionadas, sobretudo com relação as novas moradias. 
Quem não lembra dos quase mil mortos, isso em números oficiais?
Quem não lembra da luta heroica dos Bombeiros Militares na tentativa de salvar vidas?
Quem não lembra da morte de Bombeiros em serviço?
Uma tragédia fruto da força da natureza e do descaso governamental.
Ela teve dimensões tão grandes que os dramas individuais acabaram sendo absorvidos pelo mal que atingiu a coletividade, mas não podemos esquecer que as ações equivocadas ou as omissões afetam diretamente o cidadão. Causam dramas pessoais e familiares.
Cada morador do Morro do Bumba, em Niterói, vive um drama diariamente quando enquanto espera que o governo solucione os problemas. Ele acorde e dorme vivendo as dificuldades impostas pelo governo ineficiente.
No Rio de Janeiro, a falta de água potável nas torneiras tem sido um transtorno para boa parte da população. Torneias secas e gavetas repletas de contas da CEDAE pagas regularmente, via de regra, com sacrifício.
Milhares tem sofrido com a falta de água e esse problema provocada dramas pessoais que não chegam ao conhecimento do grande público.
Leiam essa reportagem e conheçam o drama de uma moradora do Rio de Janeiro.
"JORNAL EXTRA 
14/01/2014 06:00:22
 Sem água, moradora peregrina até outro bairro com irmão portador de paralisia para tomar banho em igreja Há uma semana, a cozinheira Rosilene Alves, de 51 anos, moradora do condomínio Recanto dos Pássaros Rouxinóis, na Estrada João Paulo, em Honório Gurgel, Zona Norte do Rio, pega diariamente um ônibus com...
Extra extra.globo.com 
Há uma semana, a cozinheira Rosilene Alves, de 51 anos, moradora do condomínio Recanto dos Pássaros Rouxinóis, na Estrada João Paulo, em Honório Gurgel, Zona Norte do Rio, pega diariamente um ônibus com seu irmão, portador de paralisia infantil, para ir ao bairro vizinho de Oswaldo Cruz. O passeio tem um objetivo: tomar banho. Sem água em casa, os moradores da região enfrentam dificuldades, ainda mais com o calor, que nessa segunda-feira chegou a 39°C no Rio.
- Pego um ônibus e vou dar banho no meu irmão na igreja que frequento em Oswaldo Cruz. Eu também tomo banho lá. Tem dias que não tenho como ir até a igreja, compro garrafas de água mineral e tomamos banho. Os banhos de água mineral estão caros: para cada um são pelo menos seis garrafas de dois litros por banho - conta.
Segundo moradores, a Cedae já foi acionada algumas vezes mas a resposta é sempre a mesma: o serviço será normalizado em breve. - Já cansamos de ligar e pedir para que venham. Tenho um filho de 2 anos e ele não aguenta esse calor, não dorme à noite, não tem como dar um banho - reclamou o técnico em enfermagem Hidelbrando Santana, de 33.
Em Riachuelo, moradores da Rua Ana Néri, que estavam há um mês sem água, receberam uma equipe da Cedae na segunda-feira de manhã. O vazamento de água na rua, que seria a causa da falta d’água, como o EXTRA mostrou ontem, foi consertado. Na casa de Edy Loureiro, de 47 anos, o abastecimento foi regularizado. Em outras residências, como a de Marcele Sinforoso, a água voltou no fim da tarde.- É desumano ficar sem água. Agora o que vou fazer é aproveitar e tomar um banho bem demorado - disse Edy.
Quanto ao condomínio de Honório Gurgel, a Cedae disse que foi consequência de “uma comporta arriada no final de semana”. O problema foi consertado e a previsão era de que o abastecimento fosse normalizando ao longo da segunda-feira, informou a Cedae em nota.
O Procon-RJ recebeu, nessa segunda-feira, na unidade móvel da Operação Vidas Secas, que esteve em Bangu ouvindo moradores, 22 reclamações de falta d’água na Rua Engenheira Paula Lopes e na Comunidade 48. Segundo os consumidores, há três dias as torneiras estão secas na região. O Procon vai usar as queixas para instaurar um ato administrativo contra a Cedae, exigindo que a empresa restabeleça de forma imediata o serviço de distribuição no bairro. Caso isso não ocorra, a Cedae deverá pagar uma multa diária até a normalização do serviço.
A Operação Vidas Secas também esteve com fiscais em Marechal Hermes, onde, devido ao logo período de seca, vários moradores compraram bombas de sucção, já que a força da água não era suficiente para chegar às casas. Eles, precisavam, porém, se revezar no uso delas".

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