sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MUNDO DO SAMBA REVOLTADO COM EDUARDO PAES



Eu tinha publicado que embora os shows da passagem de ano no Rio de Janeiro sejam anunciados como gratuitos, pois não cobram ingressos para que as pessoas se aglomerem nas areias das praias, na verdade esses eventos custam muito caro para os cofres públicos, ou seja, são pagos com o dinheiro de todos nós.
Não é a primeira vez que os cachês altíssimos criam polêmicas, mas dessa vez são os próprios artistas que se revoltaram com a diferença entre eles, considerando que o prefeito Eduardo Paes desvalorizou os sambistas, enquanto supervalorizou os Globais Lulu Santos e Carlinhos Brown.
A revolta é grande:
 "JORNAL EXTRA. 
"03/01/2014 06:00:03
Mundo do samba se revolta contra diferença dos cachês pagos a artistas no réveillon do Rio 
A água mineral dos refrões de Carlinhos Brown não desceu redondo pela garganta dos sambistas nesse réveillon. Jurados do “The Voice”, o baiano e Lulu Santos tiveram os cachês inflacionados: receberam R$ 550 mil cada um para se apresentar no palco principal de Copacabana.
Extra - Clarissa Monteagudo
extra.globo.com
A água mineral dos refrões de Carlinhos Brown não desceu redondo pela garganta dos sambistas nesse réveillon. Jurados do “The Voice”, o baiano e Lulu Santos tiveram os cachês inflacionados: receberam R$ 550 mil cada um para se apresentar no palco principal de Copacabana. Já Beth Carvalho ganhou R$ 160 mil e Nando Reis, R$ 180 mil. A disparidade chocou o mundo do samba.
- Em Madureira, ninguém sabe uma música do Carlinhos Brown. É desconhecido. Se passar no Parque de Madureira, não dá um autógrafo. Essa é uma queixa ao Paes. Na hora de ser eleito, é o sambista. Chama o Monarco, o Noca, mas na hora da festa, esquece a gente - reclama Noca da Portela, que fez show em Brasília: 
- Cada um pede o cachê que quiser. Mas, por R$ 550 mil, dava para colocar 50 sambistas e ainda sobrava dinheiro. A prefeitura valorizaria a prata da casa. Quando Paes estava perdendo para o Gabeira, na eleição, ele procurou o sambista para dar apoio. Isso é um puxão de orelha. 
O portelense Monarco não critica a escolha de Carlinhos Brown e Lulu Santos. Com a elegância azul e branca, ressalta que “já cantou no réveillon e o palco é para todos”. Mas se choca com o preço dos cachês das atrações: 
- Estou do lado do sambista humilde que compõe, faz a alegria do povo o ano todo. É preciso que o nosso prefeito se lembre dessa rapaziada que está por baixo também. Eu fico tomando meu mingauzinho pela beirada do prato até Deus se lembrar de mim. Agora, as pessoas têm que se lembrar que a rapaziada tem família. 
Dudu Nobre ressalta o apoio da prefeitura a vários eventos do samba. Mas acredita que o cachê desafinou: 
- Fico chateado porque, artisticamente falando, Beth não podia receber três vezes menos do que Lulu e Brown. 
Era para ser uma homenagem a Tom Jobim. Mas acabou virando polêmica nacional. O bafafá em cima dos cachês de Carlinhos Brown e Lulu Santos no réveillon evocou a lembrança de uma apresentação realizada no dia 31 de dezembro de 1995. Seria um tributo a Tom Jobim, mas virou uma discussão nacional. Enquanto Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Gal Costa ganharam cerca de R$ 120 mil, Paulinho da Viola recebeu R$ 35 mil. O caso gerou rompimento de relações entre os artistas. E resultou em investigação no Ministério Público e suspensão dos cachês. Noca enxerga nisso um preconceito contra o samba: 
- Já deram uma merreca para o Paulinho. Na capital do samba, o sambistas não é valorizado".

Nenhum comentário:

Postar um comentário