segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BOMBEIROS, VAMOS REFLETIR!

Sou uma pessoa privilegiada. Sempre fui, e a cada dia confirmo esta afirmação. Tive o privilegio de ter uma mãe culta, dona de casa e aberta ao diálogo. Não que algumas vezes não tenha suportado merecidas chineladas ou certeiros arremessos de talheres, mas indubitavelmente minha mãe dedicou bastante tempo para nossas conversas.
Lembro com muito carinho das horas em sala de aula durante a vida escolar. Sempre questionei e discuti intensamente os tópicos em sala. Um comportamento que trás, como tudo na vida, benefícios e desafios.
O maior dos benefícios é a possibilidade de reflexão. Hoje, mais do que ontem, entendo a importância de se refletir sobre tudo. Via de regra, nós não temos a possibilidade de escolher no que acreditar. Silenciosamente, desde a mais tenra idade, nosso comportamento é moldado pelo mundo, pessoas, situações. Este conjunto de regras imposto a nós caracteriza a nossa cultura. Não escolhemos falar português, dificilmente escolhemos nosso time de futebol, como é difícil seguir uma carreira diferente da que o seu Pai planejou! Não é verdade?


A REFLEXÃO é a arma que te permite escolher, decidir que caminho seguir, escolher mudar ou permanecer o mesmo, avançar ou recuar, rever suas decisões, encontrar soluções e, finalmente, EVOLUIR.
A minha motivação para redigir este texto é a de buscar na inteligência coletiva soluções para um problema cultural gravíssimo.
Um problema criado em tempos imemoriais nas Corporações Militares e que tem dificultado muito a evolução do nosso Corpo de Bombeiros. Nossos bombeiros (OFICIAIS E PRAÇAS) são formados a partir da noção de separação, como se um grupo não dependesse do outro, enquanto que todos são importantíssimos e indispensáveis para a missão da instituição.
Nossa reflexão deve partir do seguinte questionamento: 

A QUEM INTERESSE ESSA HOSTILIZAÇÃO DE OFICIAIS PARA PRAÇAS E DE PRAÇAS PARA OFICIAIS? A QUEM INTERESSA O CONFLITO ENTRE OS DOIS GRUPOS?
É muito mais fácil responsabilizar o praça mal formado por não saber operar o desencarcerador, do que aquele que não deu condições adequadas de formação ao militar.
É muito mais fácil menosprezar todos os oficiais porque um é corrupto e desvia a verba de rancho, do que denunciar as autoridades competentes.
VAMOS REFLETIR?
Se você praça olhar o homem por traz da luva de oficial verá que lá está um ser humano como você, cheio de defeitos e qualidades, como qualquer outro, mas que teve uma oportunidade melhor e a aproveitou. Os praças não são em nada diferente dos oficiais, também cheios de qualidades e defeitos. Afinal, somos seres humanos. 


O que eu gostaria que todos entendessem nesse momento é que não existe diferença entre nós. As “diferenças” foram inventadas e são reinventadas para manter-nos distantes e fracos. 

VAMOS REFLETIR E MUDAR NOSSO FUTURO

7 comentários:

  1. Subtenente BM/ GV Valdelei Duarte.13 de janeiro de 2014 11:43

    Estamos juntos vereador, parabéns ! E deixo aqui essa frase para complementar o seu texto : " Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor."
    Albert Einstein

    ResponderExcluir
  2. Valeu Marcio, você tem razão

    ResponderExcluir
  3. A grande questão não está na diferença entre praças e oficiais. E sim na responsabilidade que cada um tem. Óbvio que nas duas classes há profissionais e "profissionais", sendo que o que chama mais a atenção e como a classe de oficiais é bem mais unida que a dos praças..onde todos são bombeiros. Não consigo entender como uma pessoa cuja a responsabilidade e olhar para seus praças simplesmente fingir que está tudo bem..e se não o fazem porque não revindicar, ou cabe a um praça perceber que o contingente atual e insuficiente, cabe a um Praça perceber que na Polícia abrem vagas todos os anos e que suas promoções são automáticas. Bom ao Praça cabe cumprir as regras e faze-lo da melhor maneira possível. Por isso essa discriminação ou separatismo de classe. Onde todos deveriam estar reivindicando por um CBMERJ melhor e não o que vêm acontecendo..afinal qual a esfera que os praças devem revindicar para que eles possam ser ouvidos..falar de escolhas é muito fácil quando se tem o que escolher..os praças estão sem escolha...reflita sobre isso...

    ResponderExcluir
  4. A grande questão não está na diferença entre praças e oficiais. E sim na responsabilidade que cada um tem. Óbvio que nas duas classes há profissionais e "profissionais", sendo que o que chama mais a atenção e como a classe de oficiais é bem mais unida que a dos praças..onde todos são bombeiros. Não consigo entender como uma pessoa cuja a responsabilidade e olhar para seus praças simplesmente fingir que está tudo bem..e se não o fazem porque não revindicar, ou cabe a um praça perceber que o contingente atual e insuficiente, cabe a um Praça perceber que na Polícia abrem vagas todos os anos e que suas promoções são automáticas. Bom ao Praça cabe cumprir as regras e faze-lo da melhor maneira possível. Por isso essa discriminação ou separatismo de classe. Onde todos deveriam estar reivindicando por um CBMERJ melhor e não o que vêm acontecendo..afinal qual a esfera que os praças devem revindicar para que eles possam ser ouvidos..falar de escolhas é muito fácil quando se tem o que escolher..os praças estão sem escolha...reflita sobre isso...

    ResponderExcluir
  5. O questionamento!!!!!! chegará um dia em que o homem valera pelos seus atos e não pela sua patente.

    ResponderExcluir
  6. Muito emocionante e sincero!!! Infelizmente alguns tem a mentalidade atrasada e não entendem a razão desta divisão! Mas hoje já esta muito diferente de quando entrei no CBMERJ... espero que melhore! Abraços

    ResponderExcluir
  7. Muito emocionante e sincero!!! Infelizmente alguns tem a mentalidade atrasada e não entendem a razão desta divisão! Mas hoje já esta muito diferente de quando entrei no CBMERJ... espero que melhore! Abraços

    ResponderExcluir