sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

TRAGÉDIAS: OS HERÓIS E OS VILÕES


A cada tragédia natural que se abate sobre o território brasileiro dois papéis ficam solidificados com mais força: os heróis e os vilões.
Os vilões são os mais fáceis de identificar, via de regra, são ricos, se vestem muito bem, são hábeis no falar, sempre estão acompanhados de seguranças, preferem utilizar aeronaves e carros blindados nos seus deslocamentos, possuem assessorias para cuidar de suas imagens e de suas defesas nos tribunais. São os maus governantes que infestam a política nacional.
Os heróis não são difíceis de identificar, mas nem todos são percebidos pelo todo da população. Normalmente, eles não são ricos, usam roupas populares, são sinceros no falar, não tem segurança pessoal, usam carros populares ou os transportes públicos, não possuem assessorias para defendê-los nos tribunais e tem uma coragem muito grande, sempre estão prontos para arriscar a própria vida em defesa da população e do patrimônio privado e público.
Quem são os heróis do Brasil em cada tragédia?
Os Bombeiros Militares, os Bombeiros Civis (voluntários), os Policiais Militares, os Guardas Municipais, os Policiais Civis e os cidadãos anônimos que voluntariamente se apresentam para integrar esse grupo heroico, sem nada esperar em troca.
Temos o dever de nos orgulhar de cada um deles e delas.
Pena que todos esses heróis, embora sejam seres humanos especiais, não sejam invulneráveis como os heróis da ficção.
Eles se ferem.
Eles morrem.
Impossível precisar quantos desses heróis morreram no Brasil no curso de todas as tragédias que se abateram sobre o sofrido povo brasileiro. Sem dúvida, milhares.
A maioria deles morreu sem ter qualquer reconhecimento oficial.
Pensando bem, os nossos maus governantes não possuem as qualidades necessárias nem para render homenagens a eles.
Pelo menos deviam se preocupar com seus familiares, os quais passam por mais dificuldades após a perda do chefe da família, aquele que tanto se esforçava para prover uma vida digna para eles, tendo em vista que o salário que recebe é famélico. O salário só não é pior que a pensão paga às viúvas e aos órfãos.
Os nossos heróis e os nossos vilões estão de volta na tragédia que se abateu sobre o povo fluminense.

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