segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

SAÚDE PÚBLICA AGONIZA NO RIO DE JANEIRO E POVO SOFRE





A precariedade dos serviços públicos no município e no estado do Rio de Janeiro é o retrato mais fiel das administrações do prefeito Eduardo Paes e do governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. 
O povo humilde parece ficar em plano secundário para esses governantes, considerando que é exatamente a população mais carente a principal beneficiária dos serviços públicos. 
A educação pública gera o analfabetismo funcional. 
A insegurança vitimiza o cidadão em qualquer lugar e em qualquer hora, nem nas famosas UPPs, onde o efetivo é super dimensionado, o cidadão tem paz. 
A saúde é um caso de polícia, tamanho o descaso com a vida humana nos hospitais públicos. 
A seguir uma matéria publicada no Correio Brasiliense, sobre o sofrimento de um senhor de 84 anos, levado para o Hospital Estadual Rocha Faria, que comprova como é tratado o ser humano no Rio de Janeiro.

"CORREIO BRASILIENSE 
9 de dezembro de 2013 
Na maca, como lixo 
As falhas da Anac são apenas uma ponta do descaso do setor público em relação aos contribuintes. Casos muito mais graves da ausência do governo estão espalhados pelos quatro cantos do país. Vejamos a situação do senhor Jorge Felipe, de 84 anos. Há pouco mais de uma semana, ele levou um tombo em casa, no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. 
Prontamente, vizinhos solidários se encarregaram de levá-lo para o Hospital Rocha Faria. A expectativa era de que, pela idade avançada, Seu Jorge fosse atendido rapidamente, que os médicos de plantão decidissem por fazer uma cirurgia que reconstruísse o fêmur quebrado, a fim de diminuir o sofrimento do idoso. Que nada. Foi jogado em uma maca, no corredor do hospital, no qual ficou por mais de uma semana, como um lixo. 
Desesperada, a família tentou, de todas as formas, transferir Seu Jorge para um hospital no qual pudesse receber um atendimento digno. Mas foi atropelada pela burocracia e pela falta de bom senso. No único hospital que aceitou receber o idoso, os administradores pediram um laudo dos médicos que haviam acompanhado o caso desde o início. Um dos médicos de plantão se dispôs a fazer o documento, mas se limitou a um relato simples, constatando apenas que Seu Jorge havia recebido o tratamento adequado. Em nenhum momento falou do fêmur quebrado. 
O hospital que cobrava o laudo pediu mais detalhes do estado de Seu Jorge, o que levou a família dele a pedir um novo relatório ao Rocha Faria. Havia a necessidade de se especificar, no documento, os detalhes da fratura. A resposta foi que não havia um ortopedista disponível para fazer o relato. Seria necessário esperar pelo menos uma semana. Isso, mesmo com o estado de Seu Jorge piorando. 
Sinais de gangrena 
A família voltou ao hospital no qual havia encontrado uma vaga e comunicou a dificuldade. Foi, então, recomendado que os filhos de Seu Jorge voltassem ao Rocha Faria e pedissem que lá o nome do pai fosse incluído no cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS). O estabelecimento afirmou que não tinha como fazer o registro, porque estava sem internet havia seis dias. Um dos filhos de Seu Jorge foi, então, a uma lan house perto do hospital, mas nada pôde fazer. A página do SUS estava fora do ar, sem perspectiva de volta. 
Sem o cadastro no sistema público, o idoso continuava jogado na maca em um corredor do Rocha Faria, sem qualquer atendimento. Já com escaras nas costas e a perna quebrada começando a dar sinais de gangrena, havia o risco de Seu Jorge morrer nas piores circunstâncias para um homem que, durante toda a vida, pagou em dia seus impostos e sempre esperou que, quando precisasse do Estado, este lhe estenderia a mão, sem pestanejar. Ledo engano. 
Eles fazem a festa 
Felizmente, no sábado, a família de Seu Jorge conseguiu o apoio de um médico conhecido, que abriu as portas de um hospital decente, para que o idoso minimizasse seu sofrimento. É possível que ainda hoje ele seja operado. Não se sabe, porém, se, depois de tanto tempo para fazer a cirurgia, os resultados serão satisfatórios. Seu Jorge corre o risco de ficar confinado à cama pelo resto de seus dias. 
Enquanto isso, os representantes do governo, que deveriam dar exemplo, vão poder continuar pulando, dançando, cantado ao som da voz marcante de Ivete Sangalo".

Imagem: www.humortadela.com.br

Um comentário:

  1. magnificamente ri-dí-cu-lo e ainda há " gente" que diga que este foi o melhor governo até hj no rio de janeiro.....lamentável tanta ignorância.....

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