quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PACIFICAÇÃO: CABRAL PROMETEU E NÃO CUMPRIU



Eu já publiquei o fato aqui no site baseado no contido na coluna do jornalista Ancelmo Gois : uma nova denúncia envolvendo Policiais Militares que atuam na UPP da Rocinha. O autor da denúncia é um líder comunitário. Foi ele que levou familiares de Amarildo para apresentar queixa na delegacia policial. Hoje o jornal O Dia publica uma matéria sobre o fato, destacando que moradores continuam se queixando de abusos policiais nas abordagens, fatos que precisam ser apurados antes que se forme opinião. O certo é que o governo do estado do Rio de Janeiro não está conseguindo cumprir as promessas que fez ao implantar as UPPs. Não retomou os territórios, considerando que ainda existem áreas dominadas pelo tráfico em praticamente todas as comunidades. Não acabou com a exibição de armas, pois os traficantes remanescentes continuam armados e ainda não conseguiu implantar a indispensável interação com a comunidade, como as frequentes denúncias comprovam.
JORNAL O DIA
18/12/2013
Líder comunitário da Favela da Rocinha diz ter sido ameaçado por PMs
Duda, que levou familiares de Amarildo à 15ª DP para relatar sumiço, acusa policiais do Choque
Felipe Freire
Rio - Nos becos da Rocinha, moradores afirmam que os abusos policiais ainda prevalecem nas abordagens. Mesmo diante das conclusões sobre a tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza nas dependências da UPP, a postura policial na comunidade pacificada não estaria distante da adotada na fatídica noite de 14 de julho. O líder comunitário Carlos Eduardo Barbosa, o Duda, denunciou que foi ameaçado sexta-feira, antes de ter a casa invadida por PMs. Em nota, a corporação afirma que a “corregedoria irá instaurar procedimento apuratório para averiguar a conduta dos policiais” (Leia mais).
Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia (Tiro quebrou janela do quarto da filha do líder comunitário, dia 29).

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