sábado, 7 de dezembro de 2013

ATÉ QUANDO CABRAL? ATÉ QUANDO EDUARDO PAES?





A população fluminense deve perguntar ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB) até quando terá que esperar?
O mundo político está cada vez mais atrelado aos conceitos e às práticas da propaganda. Isso faz com que profissionais dessa área integrem as equipes que assessoram ocupantes de cargos públicos, sendo os principais conselheiros em muitos momentos. Os assessorados passam a ter seu comportamento determinado pelas opiniões dos especialistas na construção de suas imagens. 
A influência é tão grande que pode virar uma espécie de dominação, o que faz com que o homem público perca a sua identidade, agindo sempre na direção do politicamente correto, seguindo a orientação dos seus propagandistas. 
O trabalho desses profissionais tem sido tão valorizado que alguns homens públicos chegam a contratar agências de propaganda famosas para cuidar de suas imagens. Isso custa muito caro.
Tal realidade tem feito com que certas posturas tenham se tornado recorrentes:
- Fato é positivo:  
O homem público tenta faturar. Aparece em todos os lugares para que possa ser perguntado sobre o acontecimento. Promove eventos para criar oportunidades de ser questionado. Organiza entrevistas coletivas sobre o tema. Procura colar a sua imagem ao fato. Tudo para ficar bem com a opinião pública, o que gera os votos futuros. Quanto maior a repercussão na imprensa, mais votos.
- Fato é negativo: 
O homem público tenta não sofrer desgaste. Ele some, não concede entrevistas, se limita a emitir uma nota pela assessoria de imprensa ou nem isso. Via de regra coloca a culpa no passado ou atribui a culpa a erros de subordinados, vez por outra, chega a exonerá-los. Procura ainda criar um fato novo para desviar o foco do negativo. Faz de tudo para descolar seu nome do fato, para não ficar mal com a opinião pública e perder os votos no futuro. Quanto maior a repercussão na imprensa, menos votos.
O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes parecem receber assessoramento na área de propaganda de fontes muitos semelhantes.
Quem ainda não ouviu, diante um fato negativo, por exemplo, Cabral e Paes colocarem a culpa pelo problema nos "anos de abandono", se referindo aos governos anteriores. Logo após, eles começam a citar o quanto já fizeram para melhorar o problema. Foram treinados a repetir números, algo que impressiona à primeira vista.
Isso são regras que aprenderam.
Quantas vezes Cabral sumiu diante de uma situação negativa?
Tragédia em Angra e tragédia na região serrana, por exemplo.
Ele está seguindo conselhos quando age dessa forma.
O problema é que os governadores e os prefeitos não são eleitos pelo povo para serem treinados para apresentarem desculpas, são eleitos para solucionarem os problemas, todos eles já conhecidos por eles quando se candidataram.
Eis a verdade.
Infelizmente para eles, felizmente para os eleitores, o tempo é o senhor da razão.
Se no começo dos seus mandatos Cabral e Paes podiam colocar a culpa no passado, hoje não podem mais.
Sérgio Cabral completará sete anos de mandato em janeiro, Eduardo Paes completará cinco anos.
Após tantos anos, a população pergunta ao governador e ao prefeito até quando terá que esperar para ter segurança, educação, saúde e transportes públicos de boa qualidade?
Mais um ano, mais cinco, mais dez, ...
Pela forma como estão gerindo o estado e o município, considerando os pífios resultados positivos alcançados, Cabral e Paes teriam que governar por cem anos para que a população pudesse ter seus direitos minimamente atendidos.
Infelizmente para eles, não viverão tanto tempo, felizmente para a população, não podem governar por tanto tempo.
Aliás, Cabral já está saindo e pela porta dos fundos.

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