Professores do Rio decidem manter greve e fazem nova manifestação.

Durante assembléia na Tijuca, categoria disse que aceita apoio de todos.



Depois de decidiram, em assembléia, pela manutenção da greve, professores da rede municipal fazem uma manifestação nesta quarta-feira. O grupo saiu do Clube Municipal, na Tijuca, onde foi realizado o encontro, e segue em direção à sede da prefeitura, na Cidade Nova, interditando a Rua Haddock Lobo e, sem seguida, a Campos Sales. Por isso, o trânsito é muito complicado na região. Durante a reunião, os professores agradeceram o apoio de todos na manifestação de segunda-feira. Segundo um dos representantes da categoria, "todos são bem-vindos na luta pela educação". Na ocasião, os professores receberam o apoio dos Black Blocs, que depredaram lojas, agências bancárias e equipamentos públicos na região da Cinelândia.

De acordo com o Sepe, cerca de 5 mil profissionais de educação participam da manifestação, que, desta vez, tem como principal reivindicação é uma audiência com o prefeito Eduardo Paes para reabertura das negociações. Por causa da manifestação, o Centro de Operações do Rio recomenda as ruas Barão de Itapagipe ou Professor Gabizo como desvio para os motoristas que seguem para o Centro.

Durante a votação, os docentes gritavam frases como "A greve continua, prefeito a culpa e sua". Ao site G1, uma das coordenadoras gerais do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Ivanete Conceição da Slva, disse que há interesse em negociar, mas a responsabilidade é da prefeitura.

— A responsabilidade é do governo para que o ano letivo continue. Ainda não temos uma proposta de reposição, mas garantimos que o conteúdo será ensinado assim que as aulas sejam retomadas — disse ela.

No entanto, o prefeito afirmou, nesta terça-feira, que não tem mais interesse em negociar, e que só volta a conversar com os professores depois que eles voltarem às salas de aula. não tem a intenção de sentar para negociar.

— Estou criando novas estruturas de diálogo. Não negocio mais com o Sepe. Passei horas negociando com os conselheiros eleitos pela rede municipal. E depois ainda me acusam de autoritarismo. Quando os professores voltarem às aulas e apresentarem uma pauta negociável, aí sim podemos pensar em voltar a conversar. A pauta agora é exonerar a secretária, acabar com a meritocracia e revogar uma lei que dá aumento para professores entre 15 e 60%. Ou seja, não tem pauta - disse ele depois de quase cinco horas de reunião com representantes dos conselhos de professores, funcionários e diretores no Palácio da Cidade.

Segundo o G1, durante a assembléia, os professores decidiram que o “Fora Costin” (pedido de exoneração da secretaria Municipal de Educação, Claudia Costin) consiste em um posicionamento político do movimento, mas não está mais no eixo de reivindicação dos grevistas.

Na segunda-feira, um ato que contou com milhares de pessoas, tomando a Avenida Rio Branco, terminou em confronto e quebra-quebra no Centro da cidade. Um grupo de vândalos destruiu pelo menos nove agência bancárias, além de lojas, sinais de trânsito, lixeiras, pontos de ônibus e outros equipamentos. Para combater o vandalismo, o Estado vai enquadrar quem cometer depredações na Lei de Organização Criminosa (12.850), aprovada em agosto e posta em prática no fim de setembro. A Polícia Civil disse que passará a investigar as ações com base neste novo dispositivo.

Fonte: O Globo

Comentários